quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Super Sorteio Bienal do Livro Rio 2013

Oi, gente!

Finalmente consegui montar o sorteio da Bienal do Livro pra vocês! Como já mostrei nos dois posts sobre a Bienal deste ano (parte 1 e parte 2), comprei muitos livros, peguei uma boa quantidade de marcadores e livretos e ainda consegui alguns poucos bottons. E, claro, não poderia deixar meus leitores que não puderam ir à Bienal, ou que não tiveram a mesma sorte que eu de pegar tantos brindes, de mãos abanando! Preparei dois kits lindos só com prêmios da Bienal do Livro Rio!

Os prêmios são os seguintes:

Kit 1: Livro "Bela Maldade" + 4 livretos + 200 marcadores + 1 bottom      

Kit 2: Livro "Ladrões de Elite" + 4 livretos + 200 marcadores + 1 bottom

Como já virou costume por aqui, os livretos e marcadores são surpresa, mas tenho certeza de que irá agradar quem ganhá-los! :)

As regras para participar são as seguintes:

- Morar no Brasil ou ter endereço de entrega em território nacional;

- Curtir a página do blog no Facebook;

- Compartilhar publicamente a imagem do sorteio na sua timeline do Facebook;


- Deixar um comentário neste post;

- Preencher o formulário Rafflecopter.


CHANCES EXTRAS

- Seguir o meu Twitter e twittar a seguinte frase (1 vez por dia):

Quero ganhar um super kit da #BienaldoLivroRio que a @raissa_rossi está sorteando no blog Pensamentos Ao Vento! http://vai.la/3ge0

- Seguir o blog por e-mail na lateral da página;

- Ser seguidor público do blog pelo Google Friend Connect;

- Seguir o blog pelo Networked Blogs;

- Seguir o blog pelo Bloglovin’.

O sorteio vai até o dia 30 de novembro e os (as) dois (duas) sortudos (as) terão 72 horas para responder às mensagens via inbox que mandarei. Caso contrário, terei que refazer o sorteio.


Beijos e BOA SORTE a todos!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Os Lobos Maus

Terror, sadismo, psicopatia, vingança, humor negro e suspense policial. Misture todos estes elementos e o resultado será Os Lobos Maus. No longa, a polícia investiga assassinatos em série, no qual um serial killer sequestra, tortura, molesta e depois mata suas vítimas - menininhas inocentes - antes de decapitá-las e desaparecer com suas cabeças. Por um erro da polícia, o principal suspeito é solto sem ser oficialmente interrogado, o que não impede Miki, um violento policial que atua à margem da lei, de continuar investigando o caso a seu modo, e do pai de uma das vítimas de ir atrás do suspeito com desejo de vingança.

Miki é destituído da investigação após ser o cabeça de um episódio de agressão contra o único suspeito do caso – o professor de religião Dror. É aí que Yoram, pai de uma das meninas assassinadas, começa a vigiá-lo e descobre que Miki teve a mesma ideia. Em um episódio na floresta, Yoram acaba sequestrando Miki e Dror e levando-os para sua nova casa isolada, cercada por uma aldeia árabe, para colocar seu sádico plano de vingança em prática – fazer com que o assassino de sua filha passe pelas mesmas torturas a que foi submetida antes de morrer e saber onde está escondida a sua cabeça. O pai faz do policial seu cúmplice e depois sua vítima, após um desacordo quanto à conduta a ser tomada durante o processo vingativo.


Para compor a história e as cenas da dita tortura em seu segundo longa-metragem (o primeiro foi Raiva), Navot Papushado e Aharon Keshales tiveram como fonte de inspiração desde contos infantis até filmes hollywoodianos. A forma como o serial killer atraía as meninas lembra a forma como a bruxa atraiu João e Maria: com doces; no caso, com lindos bolos decorados e recheados de soníferos. A dupla de diretores israelenses também se inspirou no conto da Chapeuzinho Vermelho, onde esta é representada por cada menina sequestrada e o lobo mau é representado pelo sequestrador – o título do filme não é um mero acaso. O fato do mesmo decapitar as vítimas e guardas suas cabeças como souvenir lembra o assassino em série de Sleepy Hollow no filme A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, de Tim Burton. Também é possível comparar o psicopata de Os Lobos Maus ao psicopata Zodíaco, do filme de mesmo nome, visto que todas as evidências levam o público à identidade sugerida do assassino durante quase toda a trama, mas nunca há provas suficientes para a polícia pegá-lo, criando um clima constante de tensão, apoiado numa marcante trilha sonora.

Além disso, há uma clara referência à Trilogia da Vingança (Mr. Vingança, Oldboy e Lady Vingança), do sul-coreano Chan-wook Park, em que sempre existe uma garotinha sequestrada e um plano de vingança – como o próprio nome da trilogia já sugere – em virtude de tais sequestros e de suas penosas consequências. Inclusive, o plano de Yoram é bastante parecida com o plano de Lee Geum-Ja no último filme da trilogia, Lady Vingança. Já o final do filme, se assemelha ao de Jogos Mortais 3.


Em Os Lobos Maus, o clima de suspense é quebrado de forma caricata diversas cenas pelo uso do humor, mesmo quando é utilizado o humor negro. Pode-se dizer que o filme israelense é uma ironia, mas também uma homenagem ao gênero suspense policial, principalmente norte-americano. E parece que seu estilo agradou bastante seu país natal, pois recebeu 10 indicações ao prêmio da Academia de Cinema de Israel.

*Este texto também foi publicado aqui no Almanaque Virtual.

Festival do Rio 2013 – Mostra Midnight Movies
Os Lobos Maus (Big Bad Wolves)

Israel - 2013. 110 minutos.

Direção: Navot Papushado e Aharon Keshales

Com: Lior Ashkenazi, Rotem Keinan, Tzahi Grad, Dov Glickman e Menashe Noy


Nota: 4

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cidade de Deus - 10 Anos Depois

Cidade de Deus, filme de Fernando Meirelles e Katia Lund, completou 10 anos de existência em 2012. O filme causou grande repercussão mundial ao estrear no Festival de Cannes em 2002, recebeu diversos prêmios e indicações em todo o mundo (incluindo quatro ao concorrido Oscar) e se tornou um dos filmes brasileiros mais lembrados até hoje. Mas e quanto aos atores que participaram deste longa? Como estão suas vidas após o grande sucesso instantâneo que tiveram 10 anos atrás? Qual o impacto que Cidade de Deus causou em suas vidas? É o que mostra o documentário Cidade de Deus - 10 anos depois.

Em apenas 69 minutos, trechos marcantes de Cidade de Deus mesclam-se a entrevistas com os atores, cenas de seu cotidiano e alguns trabalhos no cinema e televisão de forma sincronizada e coerente. Como no filme original, o documentário se inicia com uma visão 360º da favela e com a narração de Alexandre Rodrigues, o Buscapé, personagem principal. Entre os assuntos abordados, estão o cachê que cada um recebeu na época do filme, o que fizeram com ele e o que ocorreu quando o dinheiro chegou ao fim, o que esperavam quando aceitaram participar das filmagens de Cidade de Deus, como a participação no filme mudou suas vidas e os planos para o futuro.


Assim como no documentário A Alma da Gente (de Helena Solberg e David Meyer), que também retrata a vida de seus entrevistados no intervalo de 10 anos, somente um pequeno número deles continuou trabalhando no mundo da arte; com dança, neste caso. Em Cidade de Deus - 10 anos depois, apenas poucos atores tiveram a oportunidade de continuar com a carreira, inclusive internacional, como é o caso de Alice Braga e Seu Jorge, que também possui uma carreira musical de sucesso. Outros – provavelmente a maioria - voltaram para o anonimato, atuando em diferentes profissões ou entrando de alguma forma para o mundo do crime. O mesmo aconteceu com os personagens de A Alma da Gente. Como citou a mãe de um dos atores, que se tornou traficante e está desaparecido até o momento: “Eu disse pra ele não confundir a vida do filme com a vida real”.

Além disso, ambas as películas levantam problemas de caráter social e incitam discussões pertinentes, cada um à sua maneira. Enquanto Helena Solberg e David Meyer tratam da mudança positiva que a arte pode causar na vida de crianças e adolescentes de periferia em A Alma da Gente, Cavi Borges e Luciano Vidigal evidenciam a questão do contraste e abismo cultural, ainda existentes nos dias atuais, e o papel do negro na sociedade e no mercado artístico em Cidade de Deus - 10 anos depois.


À frente do longa, Cavi Borges conseguiu captar verdadeiramente os sentimentos e opiniões de seus entrevistados, sem censura. Por outro lado, embora tenha levantado temas importantes, não se aprofundou em nenhum. Houve boa intenção em mostrar um grande número de atores, a fim de sanar a curiosidade do público, e assuntos distintos em pouco espaço de tempo, porém a ausência de Fernando Meirelles e Katia Lund é fortemente sentida, assim como a exploração do enorme significado de City of God para o cinema brasileiro. Apesar disso, é um documentário competente e interessante, que atinge seu principal objetivo –mostrar a mudança causada na vida dos atores uma década após o lançamento do filme.

*Este texto também foi publicado aqui no Almanaque Virtual.


Festival do Rio 2013 – Première Brasil: Competição de Documentários - longas

Cidade de Deus - 10 Anos Depois

Brasil - 2013. 69 minutos.

Direção: Cavi Borges e Luciano Vidigal

Com: Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora, Roberta Rodrigues, Seu Jorge, Alice Braga, Douglas Silva, Thiago Martins e Jonathan Haagensen


Nota: 4

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

La Paz

Reatar laços e recuperar a confiança dos outros depois de causar grandes traumas e decepções não é fácil, nem rápido; encontrar a paz interior, menos ainda. E é essa árdua batalha que Liso tem pela frente após sair da clínica psiquiátrica onde ficou internado durante meses. Sua mãe é uma mulher depressiva e tenta apoiá-lo nessa nova fase da maneira que consegue, sem muito sucesso, enquanto seu pai lhe pressiona a trabalhar em sua empresa e lhe dá aulas de tiro em vez de ajudá-lo a se recuperar. Em meio a esse estranho clima familiar, Liso encontra carinho e compreensão apenas em sua avó e em sua empregada, Sonia.


Assim como as personagens Kym (Anne Hathaway) no filme O Casamento de Rachel, do diretor Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes), e Pat (Bradley Cooper) no filme O Lado Bom da Vida, do diretor David O. Russell (O Vencedor), Liso se sente sozinho, deprimido e sem uma perspectiva de vida ao retornar para sua casa. Nos três filmes, as famílias procuram ser positivas com relação à volta das personagens problemáticas, mas não conseguem se livrar da desconfiança causada por atitudes das mesmas em momentos de crise, isto é, o medo de que algo ruim possa acontecer novamente fica sempre no ar. Em meio às desconfortáveis situações familiares, Kym, Pat e Liso acabam perdendo o controle em um dado momento, o que assusta seus familiares, porém faz com que percebam o mal que estão fazendo não só a seus parentes como a si mesmos e tomem decisões importantes para mudar de vida.

Em La Paz, o motivo pelo qual Liso foi internado não fica claro, ao contrário de em O Casamento de Rachel, onde Kym é internada por seu vício em álcool e drogas, que culminou numa tragédia fatal em sua família, e em O Lado Bom da Vida, em que Pat é internado por comportamento agressivo explosivo. Entretanto, é possível deduzir que ele tem algum problema psiquiátrico por pistas dadas ao longo do filme, como a necessidade de uso constante de medicamentos e a cena em que a ex-namorada do protagonista, ao ser procurada pelo mesmo para tentar uma reconciliação, lhe questiona "Você não tem ideia da gravidade do que fez? Sim ou não?".


Mais uma vez nos três filmes, a ajuda para o protagonista reconstruir sua vida vem de uma pessoa inesperada. No caso de Liso, vem de Sonia, sua empregada boliviana. O nome do filme não é por acaso, é ambíguo. O lugar onde Liso finalmente encontrou sua paz interior é o mesmo em que Sonia se sente em casa - uma bonita coincidência do destino.

*Este texto também foi publicado aqui no Almanaque Virtual.


Festival do Rio 2013 – Première Latina

La Paz (La Paz)

Argentina - 2013. 73 minutos.

Direção: Santiago Loza

Com: Lisandro Rodriguez, Andrea Strenitz, Fidelia Batallanos Michel e Ricardo Felix.


Nota: 3


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Rock in Rio 2013 – Dia 21/9

Oi, gente!

Hoje vou contar sobre meu terceiro e último dia de Rock in Rio. Foi o dia mais quente dos 3 dias em que fui, e a metereologia estava prevendo chuva, por incrível que pareça! Consegui ir ao kaboom com minha amiga, pois a fila estava mínima. Ficamos só meia hora na fila. O tempo de brincadeira foi mais curto do que quando eu fui em 2011, mas foi boa mesmo assim.

Como de costume, não vi nenhum show do Palco Sunset, apenas ouvi o final do show do Moraes Moreira com Pepeu Gomes e Roerta Sá enquanto descansava um pouco. Logo depois, fui assistir ao concurso de dança que estava acontecendo num palquinho ali em frente ao Sunset. Foi bem legal, adoro ver pessoas dançando!

O primeiro show do Palco Mundo foi do Skank, uma banda que eu gosto, mas que não acompanho. Samuel Rosa e cia cantaram as mesmas músicas de sempre e deixaram de fora do setlist Balada do Amor Inabalável, minha música favorita da banda.
 
Skank no Palco Mundo e eu lá longe

Depois veio o show do Phillip Phillips, o ganhador da 11ª temporada do American Idol. Ele é bem simpático (além de bonito) e canta bem, mas não conhecia nenhuma música do show dele, então não me empolguei e fui passear antes que acabasse. Mais pessoas tiveram essa mesma ideia além de mim.

Phillip Phillips com sua simpatia

Finalmente chegou a hora do show mais esperado da noite: John Mayer! Foram muitos anos esperando que ele viesse ao Brasil fazer show, inclusive na edição do Rock in Rio de 2011, que ele quase veio. Muita ansiedade para começar o show e poder ouvir Johm Mayer cantando e performando ao vivo! O show foi simplesmente maravilhoso! Ele cantou várias músicas que eu amo, como Daughters, No Such Thing, Slow Dancing in a Burning Room e I Don't Trust Myself (With Loving You). Ficaram faltando algumas, como Bigger Than My Body e St. Patrick’s Day, que eu amo demais, mas o show foi incrível do início ao fim! O único defeito do show foi ter sido curto. John Mayer merecia pelo menos mais 1:30 de show!

Muso John Mayer ♥

Para finalizar os shows do Palco Mundo, Bruce Springsteen & The Street Band, que deveriam ter tocado antes do John Mayer para que o show dele fosse maior e fechado a noite com chave de ouro.  Nunca tinha ouvido nenhuma música do Bruce Springsteen, ou pelo menos não sabia que Born in the USA era dele até então. Fui ao evento sem nem saber quem ele era; e não gostei. Comecei a ver o show dele em pé, até que cansei na segunda música porque achei muito ruim. Não gosto do estilo country, que é o que ele canta, então sentei e fiquei apenas ouvindo as músicas chatas, até que eu e minha amiga decidimos ir embora no meio do show, porque não aguentávamos mais. Nunca vi surgir tanta gente dizendo que gosta de country num dia só e que Bruce Springsteen foi ótimo, o melhor show do Rock in Rio inteiro. Oras, todos os dias todo mundo dizia que o show da banda/cantor X foi o melhor do evento todo, até o dia seguinte, quando o melhor show se transformava em outro. Sinceramente, não acredito que esse monte de gente brotando no Facebook tenha gostando tanto assim do show dele, principalmente as pessoas jovens.

Show do Bruce SpringsteenZzZzZz...

Por último, gostaria de deixar clara e registrada a minha total e irrestrita indignação com a desorganização e palhaçada absurdas da tirolesa! Passei o dia inteiro tentando ir na tirolesa e toda vez que ia até lá, era informada de que o tempo médio de espera era de 6 horas – what? Pois é. Deixei para ir no último show, já que não me interessava, e qual a minha surpresa: fecharam a tirolesa!!!!! No dia 15, várias pessoas foram na tirolesa durante o show do Justin até as 2 horas da manhã e no dia 21 vêm me dizer que, à meia noite, a tirolesa está fechada e que só as pouquíssimas pessoas que estavam lá dentro das grades separadoras, deficientes e pessoal da Globo poderiam ir agora??? Mais uma vez: what? Fiquei chateada, com raiva, P da vida, revoltada, indignada e consternada com toda a babaquice que rolou com relação à tirolesa do primeiro ao último dia de Rock in Rio! A capacidade dela é de 3 pessoas descendo ao mesmo tempo. No entanto, apenas uma pessoa por vez descia quase sempre e com um intervalo grande até a próxima pessoa. Quer dizer, atrasava tudo, deixava as pessoas na fila esperando muito mais do que deveriam e impedia um monte de gente de ir. Se for para ser essa falta de organização e respeito com o consumidor, que não tenha porcaria de tirolesa nenhuma no evento!

Esta foi a última edição da qual eu participei, porque em 2015 não irei, salvo com 2 exceções: se eu for em alguma área VIP de graça ou 4 artistas que estou esperando a vida fazerem show no Brasil vierem, e esta última ainda pode ser revogada, porque o Rock in Rio é sinônimo de muitos aborrecimentos, sacrifícios e gastos pelos quais não estou mais disposta a passar. É isso.


Compartilhem suas experiências do Rock in Rio nos comentários.

Beijos a todos!

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