sexta-feira, 20 de maio de 2011

Bloguemos!

Nada é insubstituível, principalmente quando se fala em tecnologia; e isso inclui a Internet. O blog foi a primeira rede social a surgir quando ainda esperávamos ansiosos chegar meia-noite e final de semana para usar a internet discada. Na época, não se usava o termo rede social - o blog era considerado apenas um diário virtual. Tenho blog desde os 13 anos. Já criei vários blogs, inclusive com amigas e um de gifs animados (aqueles com frases bobinhas e imagens fofas) que eu mesma criava com um gif animator. Claro que os temas e os propósitos de blogar mudaram desde então. Antes, eu utilizava o blog para brincar, digamos assim. Todos os meus posts eram imensos e cheios de imagens fofas e de homens bonitos, gifs animados, frases feitas de adolescente e letras de música. Ah, também adorava criar dolls de todos os tipos e postar no blog. Passava horas nisso até porque demorava séculos para carregar as páginas inteiras! Já de 3 anos pra cá, criei o blog com a finalidade de expressar a minha opinião livremente em um espaço com a minha cara e trocar ideias sobre o que escrevi com outras pessoas, por que não. Antes de  criá-lo, comecei a ler muitos blogs e me interessei a escrever também. Nesse momento, vi que os blogs não tinham acabado, mas que continuavam na moda e sendo muito utilizados.

O blog completou 3 anos de existência 15 dias atrás. Deixei de escrever nele por pouco mais de 1 ano - primeiramente, por falta de tempo e depois, por cansaço, preguiça e desânimo em blogar. Não é fácil manter um blog ativo por tanto tempo. Quando voltei a escrever nele há alguns meses, comecei a reler meus textos antigos. Alguns, achei muito bons, melhores do que na época que em os escrevi; outros, achei fracos. Porém, minhas opiniões continuam as mesmas, talvez algumas menos radicais, mas com a mesma essência.


Os preconceitos contra os blogs foram vencidos pouco a pouco e hoje em dia existem milhões de categorias de blogs, com inúmeros temas, escritos por pessoas de todas as idades. Os blogs dá voz a muitas pessoas que antes não tinham nenhuma, que não sabiam como se expressar e compartilhar seus conhecimentos e opiniões livremente. 

Os blogs têm um poder tão grande que repercutem na Propaganda.  Dão uma nova voz ao consumidor, que espalha a sua opinião tanto positiva quanto negativa com a marca e a empresa aos quatro ventos, deixando muitas empresas em situações embaraçosas. Muitas vezes, as empresas retiram produtos do mercado e até modificam fórmulas dos mesmos devido à grande repercussão negativa, iniciada com um post, na mídia. Hoje em dia, é essencial uma empresa ter um blog, não só para postar novas informações sobre seus produtos, serviços e mudanças, mas também para manter uma relação próxima com o consumidor e interagir com ele. Os blogs se tornaram importantíssimos ao Marketing, quem diria. Alguns blogs viraram referência na internet, seja para aparelhos eletrônicos, carros, filmes, música, gastronomia, moda, maquiagem, entre outros. A opinião desses blogueiros conta tanto que muitas marcas fazem parcerias com os mesmos para que falem bem da sua marca. Surgiu, assim, o publieditorial.

A blogagem vem se reinventando desde o seu surgimento. Sempre aparecem novas funções para os blogs. Até o modo de postar mudou: agora é possível postar a partir de celulares e tablets, assim como ler outros blogs e comentar nos mesmos. De uns meses pra cá, os sorteios viraram febre entre os blogueiros, romperam as barreiras do blog e foram também para outras redes sociais. Eu estou completamente viciada em participar de sorteios e já ganhei quase 20, então não consigo parar de participar! Alguns blogueiros que perceberam que participo de muitos começaram a me mandar e-mails, tweets e até a comentar aqui no blog me convidando para participar de seus sorteios. É claro que só participo se gosto do prêmio. Não tem sentido sair por aí igual uma louca participando de todos os sorteios do mundo sem se interessar pelo prêmio, tirando a chance de quem gostaria muito de ganhá-lo, e sem nem saber às vezes qual é o prêmio. 


Especula-se que os blogs serão substituídos pelo Twitter e por blogs rápidos, como o Tumblr. Eu acredito que não, pois cada um tem um formato e uma função, mesmo que parecidos. No Twitter, você expressa frases pequenas e as fotos precisam ser abertas por meio de um link; o Tumblr é mais para postar imagens e frases relacionadas a elas, mas nada impede que sejam escritos textos grandes, apesar de não ser a finalidade. Já o blog junta tudo isso: é possível compartilhar fotos, vídeos, músicas e escrever, tudo ao mesmo tempo. A junção de todas as redes sociais é a melhor solução. Dependendo do que você quer alcançar com o seu blog, é interessante criar um perfil só dele no Twitter, no Facebook, Orkut, Youtube, Flickr, etc.

Pela capacidade de adaptação que os blogs têm mostrado ter e processo de renovação pelo qual têm passado constantemente, nada me faz pensar o contrário: os blogs vieram para ficar, e por muito mais tempo.

Texto escrito para o Blorkutando.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Aniversário de 3 anos do blog

Pois é, gente. Hoje o Pensamentos Ao Vento completa 3 anos de vida! Parabéns pra ele! :D


Parabéns pelo tempo de existência, pelo número de visitantes desde o seu surgimento, pelos comentários positivos que sempre teve até hoje, pelas coisas boas que trouxe para a sua dona e, principalmente, por ser teimoso e ter resistido aos abandonos que sofreu pelo meio do percurso. Ele é taurino, por isso é tão teimoso!

Não esperava que ele fosse chegar ao 3º ano quando o criei, mas aqui está ele e com muitas novidades ainda por vir! Então continuem seguindo-o, lendo seus textos e comentando, porque ele adora receber seus leitores!

Beijos!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O Discurso do Rei + Inverno da Alma


Sinopse
O filme conta a história do Rei George VI, que é obrigado a assumir o Trono Real Britânico contra a sua vontade devido ao falecimento do pai e ao escândalo provocado por seu irmão Edward, sucessor direto do pai. Além de se sentir despreparado para o cargo, pois não esperava ser Rei, George ainda sente-se inseguro por ser gago, afinal, como Rei, precisaria discursar para o seu povo. Sua esposa Elisabeth, então, começa uma busca por profissionais que consigam resolver o problema de seu marido, a fim de evitar constrangimento e humilhação ao mesmo, além de aumentar a sua auto-confiança. Após muita procura, Elisabeth encontra Lionel Logue. Com o tempo, o ajudou muito e acabaram se tornando ótimos amigos.


Assisti ao filme O Discurso do Rei na última semana antes de sair de cartaz. Das pessoas que conheço que viram, todas disseram que o filme era legalzinho e apenas uma disse que era ótimo, mas por algum motivo sabia que eu ia gostar muito do filme. Pois bem. Assisti e adorei. É um filme sensível e crítico, tipicamente inglês. Maravilhoso! O filme prende a sua atenção do início ao fim, te faz querer saber o que acontecerá a seguir, mesmo não sendo um filme de ação nem super dramático e sabendo mais ou menos como será o seu final. Você se envolve com todo o drama da gagueira do Rei George VI. Apesar de simples, não é uma história clichê. Eu, pelo menos, nunca havia assistido a um filme em que o protagonista era uma pessoa gaga tentando se curar de seu problema. 

George sofreu  com a gagueira desde a infância, por culpa da babá que o maltratava e preferia seu irmão, e foi atormentado pelo seu irmão e por seu pai por causa dela até a idade adulta. George sente-se diminuído e possui baixa auto-estima, mas é sempre apoiado por sua amorosa esposa Elisabeth e é um pai amoroso para suas duas filhas, que também o apoiam. Durante muito tempo, George tentou se recuperar de seu problema e procurou inúmero profissionais que pudessem ajudá-lo. Sem resultados e percebendo a aflição do marido, Elisabeth decide ir até Lionel Logue, um terapeuta com métodos não-convencionais e de postura contrária à de um terapeuta tradicional. De primeira, George foi relutante ao tratamento de Logue, mas acabou cedendo aos poucos ao perceber que estava dando bons resultados e que ele poderia ajudá-lo com seu problema. Por fim, tornaram-se grandes amigos até o fim da vida.

Colin Forth está perfeito no filme! Interpretou George VI com maestria! Todas as falas e os gestos nos fazem crer que ele é mesmo gago e que sofre com isso. Geoffrey Rush também está excelente no papel de Lionel Logue, extremamente interessante e peculiar. Helena Bonham Carter ficou ótima no papel de uma esposa normal, mas confesso que a prefiro em papeis mais góticos. O filme realmente mereceu os 4 Oscars que ganhou: Melhor Filme, Melhor Ator (para Colin Firth), Melhor Diretor (Tom Hooper) e Melhor Roteiro Original. Recomendo.

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Sinopse
Ree Dolly, uma menina de 17 anos que cuida da mãe doente e de dois irmãos pequenos, precisa encontrar o pai Jessup, que não sabe se está vivo ou morto, para tentar não perder a casa onde mora. Em sua jornada, encontra vários inimigos do pai e poucos aliados. Porém, não fraqueja nunca e sempre pensa em suas família, mesmo com todas as dificuldades e situações horríveis por que passa e o peso que carrega em suas costas.


Posso definir Inverno da Alma como um filme soco no estômago e chute na alma. É um filme altamente dramático e denso, com uma história e cenas fortíssimas. É excelente. Mereceu uma indicação ao Oscar. Assisti sozinha ao filme também quando estava quase saindo de cartaz. Saí do cinema deprimida. A história da Ree mexe mesmo com a gente. Mesmo que não tenhamos passado por nada parecido na vida, não há como ficar indiferente. Eu me identifiquei um pouco com ela. Algumas situações pelas quais ela passou, jamais conseguiríamos imaginar passar. Ela sofre um terror psicólogico enorme. A personagem é extremamente obstinada e ligada à família, apesar de nunca sorrir. Faz de tudo para conseguir encontrar seu pai e não perder a casa, onde cuida de seus irmãos pequenos e de sua mental com problema mental. Até espancada ela foi em sua busca.

A história gira em torno de coisas que não devem ser descobertas, onde os fracos devem calar a boca perante os fortes. Diálogos curtos e precisos. Um filme bem silencioso. É um filme que prende completamente a sua atenção e te deixa nervosa (o) em algumas cenas, querendo sempre saber qual será o próximo passo de Ree e sua respectiva consequência. Sinceramente, acho que Jennifer Lawrance merecia o Oscar de Melhor Atriz mais do que a Natalie Portman. Por quê? Porque ela é uma atriz mais jovem e inexperiente que Natalie Portman, o papel que interpretou é muito mais difícil que o de uma bailarina insegura que enlouqueceu e ela o interpretou de forma esplêndida. por isso. Vale muito à pena assistir. Recomendo muito.

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