sábado, 16 de abril de 2011

Meme: Eu e minhas opiniões

Oi, gente!
Faz muito tempo que não respondo um meme aqui no blog. Minha amiga Aninha, dona do blog True Insights, me mandou esse e resolvi responder. Espero que gostem!

1- Linke o blog que te indicou.

2- Quais são seus maiores sonhos?
Meu maior sonho é conhecer quase o mundo todo, várias culturas, gastronomias, lugares, pessoas diferentes e exóticos! Também sonho em ter um casal de beagles (são lindos *-*), ficar ruiva com o cabelo da cor natural do cabelo da Nicole Kidman, abrir a minha própria empresa, ficar bilionária e, por que não, encontrar um amor verdadeiro e companheiro. Eu sei que sonho baixo haha

3- Para você, a aparência importa?
Como já dizia Vinícius: as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental. E realmente é. Claro que beleza é uma questão de gosto e referencial, mas o exterior sempre é visto primeiro, por mais que o interior seja maravilhoso; isso não só com pessoas, mas com produtos também. Compramos muitos produtos inúteis apenas por sua aparência. Objetos de decoração são o maior exemplo disso. Sentimos atração pelo que é belo, é natural. É necessário cuidar da aparência, não só por causa do sexo oposto (ou do mesmo sexo, a modernidade está aí) como também por causa de trabalho. A aparência conta, e muito, na hora de conseguir um bom emprego.

4- O que é ser feliz?
Ser feliz é estar bem consigo mesmo apesar de todas as adversidades da vida, perto das pessoas que você ama e sabe que pode contar e confiar, o que está muito difícil hoje em dia, realizado profissionalmente e bem financeiramente. Não sejamos hipócritas, porque a única coisa que se faz hoje em dia sem dinheiro são filhos, que depois que nascem dão uma despesa descomunal.

5- Você é uma pessoa amiga?
Muito. Sou chata com algumas coisas, mas quando um amigo precisa de mim, seja pra sair para se divertir ou para desabafar, estou sempre lá. Sou uma boa ouvinte, boa conselheira e boa animadora de pessoas deprimidas! Afinal, não é só nas horas boas que a amizade conta; aliás, é o oposto.

6- Conte-nos 4 defeitos seus.
·         Impaciente – Tenho paciência com pouca coisa e a perco facilmente com muitas coisas. A faculdade está sendo um belo exercício de paciência, mas quando ela esgota não tem mais jeito: sai de perto.
·         Estressada – Um resultado da minha impaciência. Por isso, e por outros fatores que não cabem ser ditos aqui, tenho gastrite.
·         Intolerante – Não tolero muitas coisas, simplesmente porque muitas delas não fazem sentido e outras não entram na minha cabeça.
·         Rancorosa – Sacaneie-me uma única vez. Se você for meu amigo e dependendo da sacanagem, posso até perdoar, mas jamais vou esquecer.

7- Conte-nos 4 qualidades suas.
·         Inteligente – Não sei se isso é uma qualidade ou uma praga, porque pessoas burras são muito mais felizes.
·         Confiável – Meus amigos e alguns conhecidos não podem negar isso. Um segredo contado a mim, é um segredo escondido num baú a 30 chaves imerso um rio de 50km numa caverna. Não conto nem sob tortura.
·         Detalhista – Percebo coisas que a maioria das pessoas não percebe, porque sou muito observadora e paro muito pra pensar em tudo. Meu cérebro não para de pensar, não me dá uma trégua!
·         Honesta – Se tem uma coisa que não suporto é desonestidade, em todos os sentidos. Pessoas que não são honestas com as outras, mentem e enganam, a troco de nada ou apenas por prazer, não merecem o mínimo respeito. Se eu achar um celular de alguém, seja onde for, eu vou devolver pra pessoa, assim como gostaria que fizessem comigo.

8- Tem algum preconceito? Se sim, qual?
Todos temos preconceitos. Não existe uma pessoa na face da Terra que não tenha seus preconceitos. Eu, claro, tenho os meus também.
Tenho preconceito contra pessoas efusivas. Pra mim, são todas retardadas e vazias.
Tenho preconceito contra marcas de comida desconhecidas aparentemente vagabundas. Se o nome for tosco demais, sempre acho que o produto é ruim.
Tenho preconceito contra micareta e micareteiros. Micareta é um local infecto com péssima música, cheio de gente retardada e com mau gosto musical. Tudo o que eu penso sobre micareta está neste vídeo do Felipe Neto.
Tenho preconceito contra quem gosta de axé, sertanejo e pagode. Desculpe-me se você gosta, mas você tem muito mau gosto, não só pelos ritmos serem irritantes como porque as letras são retardadas né, vamos combinar. Esse tipo de música foi feito por pessoas de classe baixa para pessoas de classe baixa, que têm menos discernimento e cultura escolar. Pessoas que têm tudo isso gostarem deste tipo de música, é triste. Estou até hoje tentando entender o que significa “você é raio de saudade, meteoro da paixão”. Deprimente. E não, sertanejo de raiz não é diferente de sertanejo universitário. As letras são igualmente idiotas, só muda porque no universitário colocam uma batida atrás, mas é tudo a mesma porcaria. Ainda existem os rebolations e tchubirabirons da vida, fora pagode que é música de corno mal amado né. Todas as letras falam praticamente a mesma coisa.
Em contrapartida, tenho pós-conceito com outras coisas. Pós-conceito é uma expressão que eu criei, que significa algo que era um preconceito, mas foi comprovado ser verdadeiro. Tenho pós-conceito com atendentes de caixa, de restaurante de shopping (e alguns de rua) e atendentes de telemarketing. 99,98% são burros, lerdos, não resolvem o seu problema e às vezes até pioram!

9- Indique alguns blogs fofinhos a responderem este meme!
Não vou indicar nenhum blog para responder. Quem tiver blog e quiser responder, fique à vontade e me avise para eu dar uma olhada nas respostas. Sou curiosa! Hehe
Beijos!


Novidades!
Não sei se vocês já repararam, mas o blog está diferente. Estou mudando tudo e acrescentando coisas novas aos poucos. Agora é possível mudar o idioma do blog e seguir o Pensamentos Ao Vento também pelo Bloglovin. Tem também uma nova sessão - Sorteios Por aí -, onde vocês podem conferir vários sorteios legais que eu estou participando e participar também. Estou viciada nesses sorteios pela internet, já ganhei 9! Quem quiser me seguir também pelo Twitter, será muito bem-vindo! 
Em breve mais novidades! Aguardem!

sábado, 9 de abril de 2011

A sociedade da tragédia

Meu próximo post seria sobre outro assunto, mas não poderia deixar de comentar sobre o atentado que aconteceu no colégio em Realengo, aqui no Rio. Que foi um ato cruel e absurdo praticado por um louco nós já sabemos, mas há muita coisa por trás do que aconteceu que poucos têm coragem de falar. Aliás, as pessoas estão evitando falar sobre, porque sabem que todos têm uma parcela de culpa na formação da sociedade doente em que vivemos, onde cada um só pensa em si e não se importa nem ter respeito para com os outros. E isso começa quando ainda somos crianças.

Criança é um bichinho mau e preconceituoso. Acredito que todos já sofreram bullying alguma vez na vida no colégio; mesmo os populares já foram sacaneados alguma vez por algum mico que pagaram ou por qualquer outra coisa. E as crianças não têm pena, sacaneiam mesmo. Quem usa óculos, é 4 olhos; quem é gordo, é rolha de poço, porquinho, baleia, etc; quem é magra demais, é Olívia Palito; e por aí vai. As crianças zoam as outras sem o menor peso na consciência, mas quando são zoadas, choram. São imaturas. O problema é que as crianças que zoam muito podem vir a se tornar pessoas vazias e continuarem imbecis sem respeitar ninguém e quem é zoado pode se tornar uma pessoa introvertida, insegura, de baixa autoestima e desenvolver problemas psiquiátricos, isso se já não tiver um, aí piora ainda mais.


O homem que invadiu o colégio e atirou naquelas crianças sofreu bullying durante todo o período em que estudou lá. Segundo ex-colegas, ele praticamente não falava, não tinha amigos nem namoradinhas. As meninas nem olhavam pra ele. É claro que eles não vão admitir que o xingavam e o humilhavam em plena rede nacional de televisão para não saírem como os malvados que praticavam bullying na escola, mas, com certeza, isso acontecia. Um colega afirmou que o chamavam de bobo. Duvido que só o chamassem de bobo com tantos xingamentos mais fortes à disposição. Ver um grupo de meninas cochichar e rir de você quando se está com os hormônios explodindo é altamente humilhante. Provavelmente, esse é o motivo pelo qual ele matou 10 meninas e só 2 meninos, além de ter ferido muito mais meninas. Ao que me parece, ele tinha ódio das meninas.

Ele foi sacaneado, excluído e humilhado “até a morte” na escola. A mãe dele tem problemas psicológicos e é moradora de rua, provavelmente usuária de drogas. Ele também tinha problemas psicológicos, que só se agravaram com os problemas que sofreu no colégio. Algumas pessoas não têm psicológico e maturidade para aguentar bullying e se tornam pessoas doentes como esse homem. O ódio dele era tanto que ele ficou muito tempo planejando tudo com antecedência, pesquisando sobre armas na internet, comprando armas, treinando tiro em jogos de computador e até com as próprias armas. É óbvio que o fato dele ter sofrido bullying naquela escola não justifica o que ele fez, até porque matar e ferir um monte de pessoas que não tinham nada a ver com a história e se matar logo em seguida não resolveu nenhum dos seus problemas. Porém, a raiz do problema está toda aí: na falta de respeito e na intolerância com o próximo. Se eu fosse matar todos que já me sacanearam em todos os colégios por que já passei, ia sobrar meia dúzia de pessoas vivas. Mas eu sou eu; eu tenho a minha cabeça, o meu jeito de ser, assim como todo mundo. Eu aprendi a me defender e superei o bullying que sofri, mas ele e muitas outras pessoas, não.

O resultado da falta de respeito e da intolerância sofrida por Wellington Menezes de Oliveira foi o massacre que ocorreu na ultima quinta-feira. Foi uma coisa muito triste e chocante, pois este tipo de ação costuma acontecer nos Estados Unidos, não aqui. E acontecem pelo mesmo motivo, mas com uma diferença: lá nos EUA, se você não for o primeiro, você é um lixo; se você não tiver dinheiro, você é um lixo; se você não for popular, você é um lixo; se você não for bonito, você é um lixo. Tudo lá gira em torno de status e estereótipos. É uma sociedade com um modo de pensar e viver doentios. O bullying lá torna-se pior do que aqui por isso, porque humilhação e depreciação é igual para quem os sofre em qualquer parte do mundo.


Infelizmente, as pessoas só começam a se tocar da situação caótica em que a sociedade se encontra quando acontece uma tragédia como a de Realengo. Agora, os alunos prudentes vão pensar duas vezes antes de ficar humilhando o coleguinha, porque ele pode virar um louco que poderá matá-lo mais tarde. Os colégios estão até planejando fazer palestras e discussões entre os alunos e professores sobre o tema bullying. Mas por que só agora, depois que muitas crianças foram feridas e mortas? Isso já deveria ter sido feito muito antes para evitar muitas situações desagradáveis e muitas autoestimas destruídas. Aliás, as crianças deveriam aprender a respeitar as diferenças dos outros em casa com a família, porque nada adianta a escola ensinar uma coisa e a família ensinar e mostrar outra.

As pessoas são complicadas, muito complicadas...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A relatividade da vida


Tudo na vida é relativo. Absolutamente tudo. Não existe verdade absoluta, embora muitas vezes achemos que exista. Nada está totalmente sozinho, tudo tem relação com alguma coisa. Precisamos relativizar tudo na vida, pois somos relativos a muitas coisas, pessoas e situações; e muitas coisas, pessoas e situações são relacionados a nós. Complicado? Pois é.

A meu ver, as coisas mais relativas que existem são gosto e opinião. Nesses quesitos, não há sequer chance de existir uma verdade absoluta ou uma unanimidade. Sempre há um grupo de pessoas, mesmo que pequeno, que discordará da maioria. Eu, por exemplo, não suporto queijo desde me entendo por gente. Sempre que afirmo isso, alguém fala “mas como alguém não gosta de queijo?”, e eu respondo ”mas como alguém consegue GOSTAR de queijo?”. O oposto acontece quando alguém me diz que não gosta de camarão: eu falo “como você consegue não comer camarão?” e a pessoa responde ”como você pode comer de camarão?”. Para mim, pessoas que não comem camarão têm sérios probleminhas, porque camarão é vida! Do mesmo modo, a maioria das pessoas acha que eu tenho probleminha porque não como queijo, assim como eu penso ser uma das únicas pessoas normais no mundo por não comer essa coisa infecta que é o queijo. Se o maldito que inventou essa coisa suja, fétida e gosmenta já não estivesse morto, eu mesma o teria matado. Nos últimos meses, tenho descoberto mais pessoas que não gostam e/ou que não podem comer queijo. Não me sinto mais tão sozinha *drama mode: on*. Podemos, também, não gostar de algo e passar a gostar, ou o oposto. Eu odiava strogonoff quando era criança, experimentei de novo com 14 anos na casa de uma amiga e passei a adorar. Tomava leite com Matte quando era criança e hoje em dia não entendo como eu bebia essa mistura. Nossos gostos mudam ao longo da vida, assim como nossas opiniões.


Opiniões são formadas a partir de uma teia de relações no cérebro durante a vida. Vemos, ouvimos, refletimos, sentimos, aprendemos e vivemos muitas coisas enquanto estamos vivos e lúcidos. É o cruzamento o conjunto de relações que fazemos entre tudo isso que forma nossas opiniões. Uma pessoa pode ter uma opinião diferente da outra porque vivenciou uma situação que a fez pensar de outro modo ou porque foi influenciada a pensar de tal maneira. Além disso, sofremos diversos estímulos diferentes durante a vida que nos fazem mudar de opinião. Deixamo-nos influenciar por aquilo que queremos, fazemos nossas escolhas na vida. Tudo são escolhas; e sempre há uma escolha.  E isso forma uma enorme relatividade dentro de nós mesmos e no mundo à nossa volta.

Gostar de pessoas também é algo muito relativo. Seu melhor amigo pode virar seu inimigo, mas seu maior inimigo jamais poderá ser seu amigo, pelo menos na minha opinião. Se eu não vou com a cara da pessoa, eu jamais serei amiga dela; se eu não gostar dela, então... Se a pessoa for implicante, grosseira e mal educada comigo mesmo sem nunca ter nem me falado “bom dia”, como já aconteceu algumas vezes, eu pego mais implicância ainda com ela, aí mesmo que nunca seremos amigas, muito pelo contrário. De gente babaca e traiçoeira, quero distância de quilômetros. Penso que devemos manter a educação no cotidiano de trabalho e estudo. Não precisamos gostar de todos os nossos colegas, mas o respeito e a educação devem estar presentes no ambiente de trabalho/estudo. OK, fugi um pouco do tema, mas precisava escrever sobre isso, porque isso me revolta.


Amigos são coisas muito relativas. Muitas vezes não entendo como meus amigos podem gostar e ser amigos de certas pessoas. Não vou com a cara de algumas e muitas sacaneiam meus amigos constantemente, dando provas de amizade conveniente e falsa. Eles continuam gostando dessas pessoas e às vezes consideram essas pessoas mais do que a mim. Não entendo e fico chateada, óbvio. Do mesmo modo, acontece de amigos meus não se gostarem, mas eu não considero meus amigos injustamente, como alguns fazem. Enfim...

Hipocrisia. Tá aí uma coisa bem relativa também. Já falei aqui que todos somos hipócritas, sem exceção; e realmente o somos. Porém, sempre achamos que o outro é mais hipócrita que nós e sempre tentamos encobrir ou, ao menos, minimizar nossas hipocrisias. Isso se tornou tão natural e corriqueiro que muitas vezes nem percebemos. E isso é mais hipócrita ainda! Tento me policiar quanto a isso, mas não tem jeito, às vezes escapa ao meu radar. Afinal, o mundo é movido à hipocrisia.

Por mais que essa relatividade presente em nossas vidas seja complicada, não vivemos sem ela. Se tudo fosse correto e igual, não teria a mesma graça, não é mesmo?

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