quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Agulha no Palheiro

Quem sou eu? Criar definições e julgamentos sobre os outros é fácil – você os observa, convive com eles e tira suas conclusões. Difícil mesmo é definir-se e julgar a si próprio. Uma ironia, pois você observa-se e convive consigo mesmo desde que estava dentro do útero da sua mãe. Então por que é tão difícil assim, para todos nós, respondermos essa aparente simples pergunta: “quem sou eu?”? A resposta não se resume apenas a eu sou assim, eu sou assado, gosto e não gosto disso ou daquilo. É algo muito mais amplo, que engloba muito mais tópicos. Afinal, somos seres humanos, feitos de carne, osso, sangue, pele, alma e sentimentos. Não somos simples... coisas.

Lendo o meu perfil “quem sou eu” do blogger como exemplo, pode-se perceber que ele diz, ao mesmo tempo, muito e pouco sobre mim:

- Quem sou eu? Nem 1/3 do que você vê e nem 1/5 do que você imagina.
Ou seja, talvez você nunca saiba quem sou eu de verdade, mas pode chegar perto que medo.

- Uma aquariana paradoxal que vive em constante mudança, com humor inconstante. Ninguém até hoje conseguiu entendê-la, nem ela mesma.
Meu signo é Aquário e provavelmente vocês já sabem de tanto que eu falo sobre astrologia. Há pessoas que não acreditam nas análises astrológicas, porém eu me baseio muito nelas e, pasmem, estão quase sempre certas. O fato é que, por ser aquariana, sou paradoxal por natureza e tenho humor inconstante. Além disso, estou sempre mudando, seja o que for, como todas as pessoas normais e anormais. Agora, se até hoje eu não consegui me entender por completo, imaginem os outros... E isso deve-se justamente aos fatos citados anteriormente.

- “Sou que nem arte moderna. Não fui feita pra entender, fui feita pra admirar... cada dia um pouco mais.”
Adoro esta frase e acho que tem muito a ver comigo, exatamente por causa das explicações no tópico acima. Há coisas que não precisam ser entendidas, e sim, admiradas. Cada um tem a sua opinião e seu modo de ver o mundo e, consequentemente, entendem fatos e pessoas de maneiras diferentes. Por isso, às vezes é melhor apenas admirar sem tentar entender.

Vocês leram o meu perfil e mesmo assim não sabem nada sobre mim. Apenas que sou difícil de ser entendida. Afinal, quem sou eu?

Posso me descrever de várias formas. Fisicamente, sou uma jovem mulher de baixa estatura, com curvas, olhos castanhos, cabelo loiro escuro acinzentado e pés lindos momento eu amo meus pés e não pretendo esconder isso. Tenho 20 anos, mas tenho cara de ter uns 16. Outro dia me falaram que eu parecia ter 13. ¬¬ Ok, pessoa estranha. Mas até aí nada. Não sou só corpo, sou também uma tempestade de sentimentos confusos que inunda a minha alma já confusa. Sou muito pé no chão, mas também tenho sonhos e, claro, objetivos de vida.



Sou uma pessoa ponderada, justa e honesta, que odeia mentira, injustiça e não suporta ser enganada. Não perdoo com facilidade, portanto as pessoas têm que pensar muito bem antes de aprontar comigo se ainda quiserem manter uma boa relação. Sou extremamente leal aos meus amigos, porque sei o quanto é difícil uma amizade verdadeira hoje em dia e não vejo sentido em não sê-lo com pessoas de minha estima e, por isso, não admito que sejam diferentes comigo. Não costumo agir por impulso, apenas se tomada de muita raiva. Penso antes de agir para não me arrepender depois, mas mesmo assim me arrependo às vezes, porque não é só o cérebro que me faz agir de uma forma ou de outra. Às vezes sou ansiosa, outras não. Detesto brigar e evito brigas, mas se me obrigarem a entrar em uma, preparem-se: eu entro pra ganhar. Apesar de não gostar de brigar, adoro discutir, admito; seja uma discussão amigável ou não. Fui agraciada com uma língua ferina e é até ingratidão não usá-la. Além disso, a-do-ro uma polêmica!

Não costumo demonstrar muito meus sentimentos, não porque não gosto mas porque tenho certa dificuldade, e isso às vezes é confundido com frieza, mas, na verdade, é o contrário – eu sinto demais e isso até me prejudica. Não consigo dizer ‘eu te amo’ sem realmente sentir que amo aquela pessoa. Não gosto das pessoas com facilidade, não sou super sociável, não vou com a cara de muita gente e odeio efusividade e quem a pratica, principalmente comigo ou perto de mim. Não suporto falsidade, mas sei que temos que usá-la diariamente com pessoas de quem não gostamos (se eu pudesse, falaria tudo o que eu penso de cada pessoa insuportável na cara, mas já que não é possível devido às regras sociais, é o jeito ser falsa pra não criar brigas e atritos à toa). Porém, aquela falsidade desnecessária, praticada sem motivo social, eu não suporto mesmo. Sou muito verdadeira e um tanto sincericida (sincero que se suicida), como disse uma professora minha. Acho que a verdade deve ser dita sempre, exceto em casos especiais. Sou hiper detalhista e perfeccionista; sempre procuro fazer o mehor de tudo. Tenho uma teoria: se vai fazer, faça direito. Tudo.

Odeio ficar devendo dinheiro para quem quer que seja, só pego emprestado se for completamente necessário e também não gosto que fiquem me devendo – caloteiro comigo não tem vez, isso é desonestidade pura. Adoro uma fofoca, quem não gosta? Agora o problema é quando ela vai parar em ouvidos errados. Se tem uma coisa de que me orgulho é que sei guardar segredo. A minha boca fica realmente selada quando um amigo me conta um segredo. Nem precisa dizer pra não contar pra ninguém, porque eu não vou contar. Penso que ninguém tem nada a ver com o que fulano fez ou deixou de fazer, contanto que não interfira em sua vida. Sou muito criticada por esse meu modo de agir, porque caráter e autenticidade andam em falta nas pessoas atualmente. Entretanto, como acho que estou certa em ser uma pessoa de caráter, personalidade definida e forte, continuo sendo a mesma. Não vou agir contra os meus princípios só porque as pessoas não gostam, não é?

Prezo muito pela minha privacidade. Acho que todos devem ter momentos só seus, sem ninguém por perto para pentelhar. Não suporto que mexam nas minhas coisas, isso me tira do sério! Eu não mexo nas coisas de ninguém sem permissão, então não aceito que o façam comigo. Se alguém mexer, eu vou perceber, não adianta. Além disso, se eu for com a sua cara, podemos vir a ter uma amizade algum, dia; caso contrário jamais serei sua amiga. Não sei como, mas todas as pessoas com as quais não vou com a cara não prestam, e a máscara delas acaba caindo um dia. Sou adepta do ditado antes só do que mal acompanhada, tanto no amor quanto nas amizades. Não consigo ser falsa, fingindo que nada está me incomodando e continuar sendo amiga de uma pessoa quando, na verdade, não consigo nem mais olhar na cara dela direito e não tenho mais confiança. Confiança é como um cristal: é delicada e depois de quebrada nunca mais volta a ser o que era antes, mesmo que seja usada uma ‘cola’ potente. Eu acredito que quando uma pessoa faz uma coisa uma vez, sempre correrá o risco de fazer outra vez, ainda mais quando o assunto é traição.

Gente burra é outra coisa que não aguento. Burrice é algo irritante. Não tem como manter uma conversa interessante com uma pessoa burra, nem uma relação amorosa. Sempre me lembro do que um professor de História que tive de 5ª à 8ª série me disse uma vez: “você nunca vai conseguir namorar alguém mais burro que você. Ele vai ter que ser tão ou mais inteligente que você”. E ele estava certíssimo quando me disse isso. Este é um dos motivos pelos quais ainda estou solteira – só aparecem homens burros na minha frente. Sou bastante exigente, é verdade. Estou ficando menos, mas o fato é que não tem como passar tantas horas, dias, noites, semanas, meses e até anos com uma pessoa que não vale a pena, não é?

Sou também extremamente crítica e tenho opiniões muito bem formadas e, em grande parte das vezes, contraditórias às da maioria. Eu já nasci do-contra. Aquarianos são naturalmente revolucionários e à frente do seu tempo, não costumam pensar como a maioria. Gosto muito de julgar, coisas e pessoas. E, pasmem, estou certa na maioria das vezes. Pode demorar anos, mas algum dia as pessoas percebem que estou certa. Isso acontece o tempo todo com a minha mãe. Eu, como boa escrota que sou, adoro falar “eu não disse?”. (6) As pessoas odeiam isso, mas quem mandou não me ouvir antes de acontecer uma coisa ruim? Sarcasmo e ironia fazem parte de mim. Adoro humor ácido e comentários ácidos, inclusive os fora de hora. Também adoro fazer piadinhas e trocadilhos idiotas. Todo mundo fala mal dos pobres coitados, mas ri bastante. Um dia acabamos rindo.

Adoro azul, rosa e roxo. Adoro animais, em especial cachorros e porcos, são lindos! Não gosto muito de natureza, mas adoro flores se quiser me dar um arranjo, gosto de orquídeas, ok? e borboletas. Também não gosto de programas naturebas, como trilhas, caminhadas e acampamentos no meio do mato, até porque sou mega alérgica a insetos. Adoro símbolos de vários tipos. Aprendi a usar calça jeans aos 18 anos por causa do ar condicionado gélido do cursinho, antes só usava saia na maioria das vezes. Meu maior vício é a música, não consigo ficar um só dia sem ouvir. Também adoro karaokê, amo cantar! Sou louca para fazer aula de canto para melhorar a minha voz. Amo cinema, sou quase uma cinéfila; só não o sou porque esse termo é utilizado para designar pseudo-cults que adoram cinema e filmes alternativos sem mensagem nenhuma e final péssimo sem sentido. Gosto de todos os gêneros de filmes, inclusive alguns alternativos, exceto filmes testosterona (Sylvester Stalone, Steven Seagal e Cia.), de guerra e de aventura ‘barata’ (Star Wars, Guerra dos Mundos, Indiana Jones, etc.). Acho novela um vício horrível, porque é um tempo gasto com uma coisa inútil que eu poderia estar fazendo algo útil - sempre que uma novela das 8 vai estreiar, eu digo ‘essa não vou ver’, mas não consigo, porque a casa toda vê, acabo vendo pedaços e, quando vejo, já estou acompanhando, de novo, a novela.

Festa é comigo mesma! Festa de aniversário, festa de formatura, festa festa, festa de boate... Me acabo de dançar, saio da pista pra fazer poucas coisas e detesto ir com pessoas que não gostam de dançar e que ficam reclamando a noite toda da festa, por motivos óbvios. Boates gay são muito mais divertidas que as hetero – a música é melhor, as pessoas são mais divertidas e diferentes, quase não se vê pessoas bêbadas, menos gente fumando, você pode se soltar totalmente sem medo de ser olhada com cara de nojinho, é o mesmo preço pra homem e mulher (apesar de que pra mim que sou mulher não faz diferença, porque quase sempre entrava de graça nas boates hetero) e não tem brigas. Resumindo, você volta acabada (o), mas muito feliz pra casa. Também adoro dar presentes. Ser presenteado é ótimo, mas presentear também é muito bom, ainda mais quando você sempre acerta no presente e a pessoa adora. Eu dou presente pra pessoa gostar e usar, nada de dar vale-presente, senão não vale à pena. O bom é ver a expressão de felicidade da pessoa que você presenteia ao abrir o seu presente.

Eu não como queijo nem nada parecido ou que contenha queijo, ponto. Sou viciada em camarão, Coca-Cola e batata frita. Sou chocólatra e adoro doces (com chocolate, de preferência), mas só como quando me dá muita vontade. Só faço questão de comer carne vermelha em forma de churrasco, mas frango gosto de quase todas as maneiras e adoro peixe. Como boa descendente de italianos, não dispenso um bom macarrão, em variadas formas. Sou muito chata pra comer. Adoro a comida da minha mãe, mas também adoro comer fora (enjoa comida caseira todo dia). Sou simplesmente maluca por salgadinhos! Se me deixarem com uma bandeja na frente, quando voltarem não terá mais nada. Meus preferidos são coxinha, risole de camarão, bolinha de bacalhau, empada de camarão e frango. Gosto de algumas bebidas alcoólicas, mas não bebo por causa da minha gastrite e porque não vejo sentido em ficar bêbada. Quando bebo, bebo pra apreciar o gosto da bebida, não pra ficar na mão do palhaço, porque homem bêbado já é horrível e mulher é pior ainda. Já vi cada vexame de garotas sendo carregadas desmaiadas ou quase de boates e festas direto para a ambulância... A garota encheu o pote, não dançou quase nada, talvez não se lembre de algumas coisas e gastou dinheiro à toa. Isso é legal? Eu não acho. Pra mim, se divertir numa festa não se resume a “nossa, bebi pra caraaalho!”. Dá muito bem (e melhor) para se divertir sóbrio, a não ser que o lugar seja uma merda. O-D-E-I-O a Lapa e ambientes boêmios, principalmente pelos motivos citados acima, com os agravantes de que a Lapa é um lugar imundo, fétido, perigoso, cheio de ratos, baratas, assaltantes e pessoas feias, além de quase todas as casas de festa serem de samba, forró e ritmos populares que não curto.

Pelo que vocês podem perceber, minha vida não é um livro aberto e acho que a de ninguém deve ser. Aliás, a de ninguém o é, pois todos têm segredos que não confessam para ninguém, nem para o terapeuta ou com uma arma na cabeça. Só com este post gigante já deu pra me conhecer bem mais, mas talvez tudo o que escrevi não seja nem metade do que eu sou. Algumas coisas não devem ser reveladas assim e outras nem eu mesma entendo. Alguns de acham normal, muitos me acham anormal. Que posso eu fazer? Como todo mundo, eu sou única e gosto de ser ainda mais única que muitos por aí. Então, quem gostou, gostou; quem não gostou... joga baralho! :)

Texto escrito para o PostIt.

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