segunda-feira, 27 de julho de 2009

My Playlist

Várias pessoas já fizeram essa playlist e falta de inspiração para escrever é sinônimo de meme, então aí está a minha lista de músicas.

Regulamento:
O "Playlist" é uma campanha feita, àquelas pessoas que vivem com trilha sonora (ou seja, é pra quem vive, anda, dirige, lê, estuda... com um Ipod/MP3... em todos os momentos). Porque boa vida, assim, como um bom filme (adoro) - tem trilha sonora! Enfim, é pra quem gosta de música! O objetivo é relaxar = gozar a vida com muito prazer! Para participar é fácil. Compartilhe seus gostos musicais, indicando:

1. A primeira música que lhe veio à cabeça agora;

2. 1 Música pra curtir com a paquera/namorado (rido) [a]/amante/amigos com benefícios...;

3. 1 Música muito romântica;

4. 1 Música pra tirar a roupa = striptease;

5. 1 Música para uma boa transa;

6. 1 Música "I WILL SURVIVE" = hino gay;

7. 1 Música que saiu do lixo, ou pra jogar no lixão;

8. 1 Música que você ama, mas o DJ insiste em não tocar na balada;

9. 1 Música da hora (música que está na moda e vc adora!);

10. A música que você mais gosta em todo mundo! (que exagero).



My Playlist:

1. Michael Jackson – The Way You Make Me Feel
Adoro o Michael, vi o clipe desta música ontem e fiquei com ela na cabeça desde então.

2. Ciara & Justin Timberlake – Love Sex Magic e Pussycat Dolls feat. Snoop Dogg - Bottle Pop
Quanto à primeira, não preciso dizer nada, não é? O próprio nome, além do ritmo quentíssimo, já induz a cositas más. A segunda tem um ritmo contagiante para “se beneficiar” com alguém interessante, principalmente em uma festa, onde é impossível não dançar esta música.

3. John Mayer - St. Patrick's Day e Your Body Is A Wonderland
Músicas fofíssimas. John Mayer tem muitas músicas fofas e com letras românticas, mas estas duas são as que eu acho mais diretamente românticas.

4. Shakira – Ojos Asi
Ritmo latino, né? Dança do ventre, dos 7 véus... Más caliente imposible. Arriba!
Update:
The Pussycat Dolls feat. Snoop Dogg - Buttons
Como pude me esquecer dessa? É a melhor de todas para um striptease!

5. Janet Jackson – This Body e Britney Spears – Perfect Lover
As letras das duas músicas são bem sugestivas a uma boa transa, além da batida e do ritmo.

6. Spice Girls – Stop, Madonna – Into The Groove e Cher - Believe
Não há festa gay em que estas músicas não toquem e todos não comecem a dançar e cantar! Cher, então, é o clássico dos clássicos, eu ouvia quando ainda era uma criança!

7. Qualquer uma estilo Calypso e/ou sertaneja
Dispensa comentários e explicações.

8. Kylie Minogue – Like A Drug
A que os DJ’s mais tocam dela é Wow e In My Arms, mas essa que é bom nada. Ok, mas eu adoro essas duas e várias outras também.

9. Lady GaGa feat. Colby O'Donis – Just Dance
Super dançante! Continua na moda mesmo depois do lançamento de outras da Lady GaGa, sempre é tocada.

10. Bom, não existe uma só. Tenho pelo menos uma favorita de cada banda/cantor (a) favorita. Algumas delas são: Oasis – Live Forever/Jamiroquai - Seven Days in Sunny June/Evanescence - Everybody's Fool/Michael Jackson – Black Or White/Madonna – Get Togheter/Christina Aguilera – Loving Me 4 Me/Etc².

Existem muito mais músicas para citar em cada tópico, mas o post ficaria gigantescamente imenso, então coloquei as que lembrei primeiro e as de que mais gosto.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Da arte de ironizar

Ironia - s.f. Tropo que consiste em dizer o contrário do que as palavras significam. / Zombaria, sarcasmo: ironia amarga. // Ironia socrática, espécie de ensino por interrogações, familiar a Sócrates.

Ironizar - v.t. e v.i. Tornar irônico; exprimir com ironia; troçar.


A ironia é uma forma de você dizer algo que quer dizer sem dizer de modo tão, digamos, direto. Ou pode ser apenas uma forma mais bem-humorada de dizer algo sério. Pra mim, a ironia e o sarcasmo são as formas mais inteligentes e interessantes de humor. Sou altamente adepta das duas e do perco o amigo, mas não perco a piada, mesmo que eu nunca tenha perdido nenhum amigo com as minhas lindas piadinhas, mesmo algumas sendo fora de hora.

O sarcasmo é um humor malcriado, mais grosseiro e direto. A ironia já é um humor mais piadista e brincalhão. A ironia sempre aparece naquelas conversas mais descontraídas ou nas muito sérias, para descontrair um pouco. Ela aparece também sob a forma de tolerância zero. Sabe quando uma pessoa diz uma coisa idiota - principalmente se for algo óbvio e/ou pleonástico - você não resiste e precisa pronunciar uma frase irônica sobre o fato? Pois é. É a tolerância zero. Eu tenho. Afinal, quem fala o que quer, ouve o que não quer, não é?

Entretanto, a ironia apresenta alguns problemas, como tudo na vida. Nem todo mundo entende uma boa ironia. Sempre há alguém (ou ‘alguéns’) no grupo (familiar, de amigos, etc.) que não entende a sua ironia e, às vezes, te faz parecer um idiota. Se você for uma pessoa muito irônica, ainda pode ser mal interpretado quando estiver falando a verdade, pois sempre acharão que você, como de costume, está sendo irônico. Além disso, quando você fala uma ironia com uma cara séria, pode parecer que você está realmente falando uma coisa séria. Mas na verdade, você está apenas querendo fazer uma brincadeira com as palavras. Ou você pode ser irônico com tanta classe que faz todo mundo acreditar no que você falou como se fosse verdade.

Existe, ainda, um tipo de ironia que não ocorre por meio das palavras, e sim, de ações e acontecimentos – o que chamamos de ironia do destino. Segundo o dicionário, ironia é dizer o contrário do significado original das palavras. Então, isso acontece também com a nossa vida. Quem nunca odiou alguém e depois passou a amá-lo? Quem nunca disse que jamais faria algo, acabou fazendo e adorou? Quem nunca implicou com alguém e acabou ficando/tendo um caso/namorando/casando? Pois é, são ironias do destino, algo parecido com escrever certo por linhas tortas, eu diria. O destino adora brincar com a gente.



Acho que a ironia tem hora e lugar. Não podemos ironizar tudo o tempo todo. A vida precisa ter o seu lado sério e o seu lado descontraído para manter-se em equilíbrio. É por isso que digo que saber ironizar é uma arte, uma arte de saber utilizar as palavras certas, no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas; afinal, nem todos apreciam a ironia e ironia mal feita vira piadinha sem graça.


"Na saída desse circo prestes a pegar fogo, há uma placa iluminada em néon, onde se lê: bom humor."
(Autor desconhecido, pelo menos pra mim)


Texto escrito para o PostIt.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

It’s Rock’n’Roll, baby! \m/

Hoje é o Dia Mundial do Rock. Nada mais justo do que um dia para comemorar um dos mais importante estilos musicais do mundo. Aliás, o Rock não representa apenas um estilo musical, é também, para muitos, um estilo de vida, de pensar, de agir e de se vestir. Os mais conservadores o chamam de som do capeta justamente por suas características tão únicas e marcantes, que começaram a surgir nos anos 50. O Rock não tem medo de abordar nenhum tipo de assunto em suas letras, até porque seu mundo é regado a sexo, drogas e álcool. Acho que não existe banda de Rock em que seus integrantes não utilizem tais “fontes de inspiração”.

É muito difícil alguém não gostar de nenhum tipo e de algumas bandas de Rock. As pessoas que dizem que quase todas as músicas de Rock são iguais é porque não conhecem nada nem prestam atenção quando ouvem o estilo. Algumas batidas são parecidas, mas as músicas nunca são iguais; no máximo, parecidas. O Rock é segmentado em vários tipos, utilizando-se critérios de diferenciação de características musicais. Alguns de seus tipos são Pop Rock, Punk Rock, Britpop, Pop Punk Rock, Rock Alternativo, Indie Rock, Hard Rock, Hardcore, Grunge, Progressive Rock, Glam Rock, Acid Rock, Surf Music, Heavy Metal, New Metal, Trash Metal, Black Metal, Death Metal, Gothic Metal, Rock Brasileiro, etc.

Não sei se o Rock é meu estilo musical favorito, porque gosto muito de outros estilos da mesma maneira, mas entre meus artistas favoritos com certeza há muitas bandas de Rock de diferentes tipos, cujos favoritos são Alternativo, Pop Punk, New Metal e Progressive Metal. Porém, algumas das minhas bandas de Rock favoritas não pertencem a nenhum destes segmentos.

Gosto de muitas bandas de Rock, mas algumas eu realmente a-do-ro! No meu Top 10 Rock Bands, talvez não em ordem correta devido à minha indecisão, estão:

1. Oasis (essa com certeza é a melhor)


2. Evanescence


3. The Used
4. Blink 182

5. Red Hot Chili Peppers


6. Death Cab For Cutie


7. Dream Theater


8. Three Days Grace


9. Capital Inicial

10. The Offspring



Outras bandas fazem parte da minha lista são Green Day, Aerosmith, 3 Doors Down, Foo Fighters, Los Hermanos, Megadeth, Angra, Symphony-X, Nirvana, Box Car Racer, Linkin Park (antes do último CD), Alanis Morrissete, Angels & Airwaves, Audioslave, Creed, Nickelback, Barão Vermelho, Charlie Brown Jr. (das antigas), Garbage, Guns'n'Roses, Pearl Jam, entre outras. This is Rock’n’Roll, baby!
Texto escrito para o PositIt.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Poder da Mídia

Não existe tema melhor a ser discutido do que influência da mídia para mim, que sou estudante de Publicidade e Propaganda. Diria que não é apenas influência, é também manipulação. Sabem aquelas pessoas metidas a anticapitalistas que picham os muros com a logo da Rede Globo e a frase “Manipulação. A gente se vê por aqui.”? É por aí mesmo. A manipulação que a mídia de massa exerce nas pessoas é algo que acho incrível! A mídia tem o poder de influenciar as pessoas de tal forma que formem uma opinião, mudem de opinião e gosto, sintam necessidades de consumo antes não existentes, criem novos hábitos de consumo e até inventem alguma coisa devido ao mal entendimento. Com apenas algumas palavras e/ou imagens, é possível mudar costumes, ideias, ideais, opiniões, gostos, consumos, atos, focos, tudo. Sim, a mídia é maléfica e quer nos manipular o tempo todo, todos os dias de nossas vidas. (6)



Vejamos o caso do falecimento do Michael Jackson mais uma vez. Quando ele era vivo, eu só tinha 3 amigos que gostavam da música dele. Agora que ele morreu, já ouvi de alguns que viraram fãs depois que ele morreu, quer dizer, porque ele morreu. Se ele ainda estivesse vivo, quando fosse comemorado mais um aniversário do lançamento do Thriller, se fossem feitas algumas homenagens a ele, todas essas pessoas iam olhar e falar “hum, legal, e daí?”. Porém, como a mídia está armando um circo fortemente emocional em torno de sua morte (vejam as pessoas sentem-se emocionadas com o fato, ainda mais tocando todas aquelas músicas mais lentas, lindas e melodiosas ao fundo de cada homenagem e mostrando fotos de sua carreira e de sua família.

A imagem do Michael Jackson sempre foi tão forte que ele revolucionou não só o mundo artístico como também o mundo midiático e do consumo. Para quem não sabe, a Pepsi vende mais que a Coca-Cola nos EUA, e isso começou a acontecer quando a empresa lançou este comercial com o MJ como estrela. Com o slogan The choice of a new generation (A escolha de uma a nova geração), a Pepsi quis insinuar aos consumidores que a Pepsi é o refrigerante da nova geração e que Coca-Cola é para pessoas mais velhas, seus pais e avós. Afinal, crianças, pré-adolescentes e adolescentes adoram contrariar a família e não querem consumir as mesmas coisas que eles. Foi gravando esse comercial que o MJ queimou o cabelo e sua vida começou a degringolar por causa do vício em analgésicos. A Pepsi prosperou e ganhou a concorrência com a Coca-Cola, que permanece até hoje, e o MJ se ferrou mas deve ter ganhado uma bolada enorme para não haver processo né.

Falando de cases, um case de sucesso que merece destaque é, com certeza, o da Valisére, com o famoso eterno slogan ‘O primeiro Valisére a gente nunca esquece’. Este slogan deu margem, dá até hoje e continuará a dar, a várias paródias e paráfrases na publicidade, como O primeiro amor a gente nunca esquece, O primeiro carro a gente nunca esquece, O primeiro Gradiente a gente nunca esquece, entre muitos outros. Essa situação se repete com vários e diferentes slogans por todo mundo. É por isso que dizemos na Publicidade que nada se cria, tudo de copia. É muito difícil ver algo 100% original. Tudo é feito com base em alguma inspiração.

Novelas. As novelas são fortíssimas formadoras de opinião e de novos hábitos na população. Na época em que O Clone estava sendo exibida, surgiu a moda das pulseiras-aneis, do veu (mesmo não fazendo parte da nossa tradição e não sendo usado igual a no Marrocos), de bijouterias douradas (por causa do “Muito ouro! Inch Allah!”) e da dança do ventre – houve uma explosão de mulheres fazendo aulas. Agora a moda é usar bijouterias à moda indiana (até o bindi já vi sendo vendido), ouvir música indiana, falar hare baba e tic, e daqui a pouco as pessoas começarão a procurar academias de dança indiana. Tudo por causa de Caminho das Índias.

A influência da mídia através da televisão ainda é a mais forte, apesar da internet já ter avançado bastante. A população vê as pessoas famosas e quer imitá-las, pois, em sua mentalidade, elas são um modelo de beleza e felicidade. É por isso que artistas sempre são utilizados em peças publicitárias, e também nas novelas através de product placement (conhecido como merchandising aqui no Brasil), para dar credibilidade ao produto e incentivar ainda mais o consumidor a comprar tal produto. E a população, burra, cai. A população é burra no sentido de ser cega para as segundas e terceiras intenções da mídia sobre ela; ela não percebe que é influenciada e manipulada pela mesma.

Na política, a influência da mídia é ainda mais clara. Philippe Breton trata desse assunto profundamente em seu livro Sociologia da Comunicação. Ele afirma que a preferência por um candidato é mais por sua estética que por suas propostas, e temos que concordar. Um debate político pode mudar o rumo de uma eleição. Quem vence uma eleição para governador: o candidato que se veste e fala melhor ou o que se veste estranho e fala errado? Ok, aqui no Brasil há exceções, mas o normal é o primeiro candidato vencer. Às vezes as propostas são inconsistentes ou quase não há propostas, ele fica “enrolando” nos discursos, mas é tão bem apresentável, e até carismático, e sabe falar tão bem que acaba ganhando a eleição apesar de não ser o melhor candidato. E é aí que a mídia entra com as propagandas políticas televisivas, os cartazes, as reportagens, os artigos, os folders, os sites, os materiais de campanha, etc. O Obama, por exemplo, venceu a eleição não só pelos ideias de ser o primeiro presidente negro e sinônimo de mudança, mas também por toda a estética e estratégia de atingir os jovens de sua campanha. Deixo claro que as pessoas mais esclarecidas e politizadas são exceções a estes dados, pois preocupam-se com as propostas além da estética dos candidatos.


A mídia quer influenciar e manipular as pessoas, inserir-lhes novos hábitos de consumo e modos de pensar para que a sociedade continue como está – sempre mais e mais consumista e ligada à estética. Somos mais influenciados por marcas que por ideais construtivos, nos rendemos ao que a mídia quer que sejamos e o somos, ou facilmente nos transformamos. Tudo por causa da aceitação social criada, também, pela mídia. Resumindo, o que a mídia quer é ver o circo pegar cada vez mais fogo.

Texto escrito para o PostIt.

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