quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Mundo Alegre

Não é à toa que gay em português significa alegre - os gays são pessoas que irradiam alegria e entusiasmo por onde passam. Pela primeira vez, fui a uma festa gay final de semana passado e fiquei apaixonada por aquele mundo colorido e alegre! Lá, as pessoas não têm vergonha de nada nem de ninguém, não têm pudor, de ser quem são, se soltam completamente; e quem não gostar, azar. Acho que todos deveriam ser assim. A palavra-chave da festa foi, com toda certeza, diversão. É impossível não se divertir em um lugar onde você se sente tão livre. Soltei-me completamente, todas as minhas “bichices” se manifestaram, me esqueci do mundo lá fora e nunca me diverti e dancei tanto na vida, mesmo sendo heterossexual e sem ter ficado com ninguém. Inclusive, fui apresentada a uma pessoa super fofa, que é o Fred. Dançamos demais a noite toda ele, eu, minha amiga e outras pessoas! Todo mundo deveria ir numa festa gay um dia, só pra ter como mais uma experiência. Eu mudei alguns conceitos e visões depois que fui, e foi ótimo! Saí de lá mais leve e feliz!

Enquanto me divertia, fui observando à minha volta, percebendo muitas coisas, descobrindo aquele mundo tão diferente e encantador. Além de tocarem músicas que eu adoro e que não tocam em mais nenhuma festa, as atitudes das pessoas são muito diferentes das que costumo ver em festinhas de playboys e patricinhas e em boates que costumo frequentar. Só vi uma garota bêbada no início da festa e depois não vi mais ninguém bêbado, um fato totalmente inédito pra mim, porque toda boate em que vou tem um monte de homens bêbados encostados no bar e caindo em cima de você, e garotas bêbadas querendo se mostrar para os homens e passando mal no final da noite. Para que essas pessoas vão gastar o dinheiro lá, não se sabe, já que os homens às vezes não ficam com nenhuma garota nem dançam e as mulheres, idem. Deve ser só para ter onde gastar o dinheiro fácil que conseguem com entrada e bebidas muito mais caras do que em lugares normais. Com isso, uma teoria minha se confirmou e se fortaleceu: as pessoas não sabem se divertir. Quantas e quantas pessoas já ouvi falar que não dá pra se divertir sem beber e que se divertiram muito em tal festa porque beberam demais... Estas são algumas das maiores baboseiras que já ouvi e continuo ouvindo! Na gay party, todos estavam felizes, dançando muito, pulando muito, se divertindo muito, sem homens arrumando briga com outros homens para provar que são machinhos, e o melhor: sóbrios. Não dava nem pra saber se tinha alguém alegre de bebida porque todos já estavam com o espírito naturalmente alegre. O que prova que não é preciso encher a cara para dançar, se soltar e se divertir – basta querer.


Quem tem preconceito contra os gays é porque com certeza não os conhece bem, pois eles são maravilhosos! Nunca tive preconceito e agora menos ainda. Homofobia é ridículo, as pessoas têm direito de amar quem quiserem. Você pode até não gostar de relações homossexuais, mas tem que respeitar o fato de outras pessoas gostarem. Apesar de eu não gostar de mulheres, respeito quem gosta, até porque elas não me fazem mal algum nem me atrapalham em nada contanto que não me agarrem nem deem em cima de mim descaradamente. E o mesmo vale para os homens, que costumam ser mais homofóbicos que as mulheres para sustentar a sua macheza na frente delas e dos amigos. O que eu vi na festa de homem forte, sarado e com cara e jeito de macho não está no gibi. Muitos homens homossexuais não se mostram como tais para não serem julgados pelos olhos preconceituosos da sociedade, por vergonha, por ainda não terem admitido para si mesmos que são gays mesmo e gostam de homem e talvez por motivos que eu desconheça por não passar por isso. Para estes homens, eu digo: vocês serão muito mais felizes quando assumirem para vocês mesmos e para todos que são gays, sim, e não há problema nenhum na sua opção. Percebi isso claramente naquela festa. Se eu fosse homem, com certeza seria gay. Aliás, na minha próxima encarnação quero nascer um homem gay alegre e colorido. Os homossexuais sabem ser bem mais felizes que os heteros, mostram mais os sentimentos, são mais carinhosos com seus parceiros e não têm vergonha de mostrar a sua felicidade. Os heterossexuais ainda têm muito o que aprender com eles...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Mas onde procurar então?


Você, minha amiga solteira, com certeza já passou muitas vezes por esta situação:
(uma amiga/tia/amiga da sua mãe/pessoa qualquer) – Você tem namorado? Ou E os namorados, como andam?
(você, sem graça) – Não tenho...
(pessoa totalmente inconveniente) - Mas por que você não tem namorado?
(você, mais sem graça ainda) – Ahn... Sei lá... Acho que ainda não encontrei o cara certo.
- Você deve estar procurando nos lugares errados!

Daí que outro dia parei pra pensar: qual seria o lugar certo para procurar e achar um namorado? E por que eu que tenho que procurar em vez de ser achada? Paremos de novo para pensar – existem muitos lugares diferentes para conhecermos gente nova. Algumas das opções são:

1 – Boate
Eu sei que é difícil encontrar um cara pra namorar numa boate, porque os homens que estão lá só querem uma pegação momentânea e às vezes algumas saídas com você depois, mas não é impossível, pois conheço muitas pessoas que já conseguiram esta proeza.

2 –Barzinho
Os homens normalmente vão ao barzinho pra beber com os amigos e contar a eles sobre as mulheres que já pegaram e as que ainda querem pegar. De vez em quando flertam com uma ou outra mulher, mas é mais difícil que numa boate.

3 – Supermercado
Imagina você lá escolhendo maçãs (?), quando uma cai no chão, você abaixa para pegá-la e a sua mão encosta na de um belo rapaz, aí vocês levantam, se olham e você agradece. Então ele pergunta o seu nome e diz o dele, de repente vocês começam a conversar ou então ele vai embora logo depois do agradecimento. Aí você chega em casa, vê um scrap de um amigo seu, entra no Orkut dele pra responder e lá está o sujeito do supermercado mandando um scrap pro seu amigo, olha que coincidência! Típica cena de comédia romântica moderna. Tosco, não? Mas pode acontecer.

4 – Fila do banco
Improvável se você for estressada. Se você gostar de conversar com estranhos em filas pra passar o tempo, quem sabe...

5 – Amigo do (a) amigo (a) [ou do (a) namorado (a) dela (e)]
O jeito mais comum e provável de todos para arrumar um namorado. Vejam bem: o cara é amigo do (a) seu amigo (a), então não terá problema com pelo menos parte deles; vocês poderão combina saída de casais amigos; seu (sua) amigo (a) pode arrumar várias desculpas pra vocês se encontrarem e servir de cupido, além de te dar várias informações sobre o bofe. Mas isso não acontece quando os (as) seus (suas) amigos (as) ou o (a) namorado (a) delas (deles) só têm amigos desinteressantes ou já comprometidos. Bando de egoístas. ¬¬

6 – No meio da rua
Você pode muito bem topar com o amor da sua vida no meio da rua em plena Av. Nossa Senhora de Copacabana ou Av. Paulista, nada impede. Mas vamos sonhar menos alto, vamos...

7 – Shopping
Só pré-adolescentes vão pro shopping paquerar né, gente! Mas você pode encontrar um cara interessante à procura de uma namorada legal (você, claro) andando pelos corredores comendo uma casquinha mista do Mc Donald’s ou tomando um suco aham.

8 – Sala de espera do consultório médico
Digamos que não seja o lugar mais agradável pra você encontrar, pois geralmente quando se vai é medico é porque você tem algum problema ou está doente. Mas se for só rotina, fica mais tranquilo. Papo vai, papo vem entre uma consulta e outra até que chegue a vez de um dos dois entrar no consultório. Aí ele te dá um papel com o número do telefone dele que coisa velha, hoje em dia é só anotar no celular ou MSN e vocês marcam um encontro pra qualquer dia desses. Pronto: você encontrou um namorado! Ai se fosse simples assim...

9 – Shows
Em meio a pessoas pulando e gritando, você vai conseguir no máximo beijar alguém que talvez não goste tanto da banda que está tocando. Mas conheço um caso de namoro (quer durou muito pouco tempo) que começou num show, portanto não é impossível.

10 – Praia
Esse um lugar meio duvidoso pra você arrumar um namorado, a não ser que você tenha um corpo lindo ou o cara não se importe com as imperfeiçõezinhas ou imperfeiçõezonas. Mas o ambiente é legal – sol, calor, vento, mar... Um tanto quanto romântico ao pôr do sol. É, até pode ser.

11 – Colégio/Cursinho/Faculdade
Muitas meninas arrumam namorados nesses 3 lugares. No colégio, quando são adolescentes, no cursinho quando estão saindo da adolescência e na faculdade, no início da idade adulta. Só tem um problema: normalmente, os caras que te interessam já estão namorando e os que não te interessam, você não quer saber, óbvio. É a velha história do quem eu quero não me quer e quem eu não quero, me quer. Tente procurar em outros períodos e em áreas diferentes da sua. Se você faz Medicina, procure em Engenharia, por exemplo. Festas universitárias e chopadas servem justamente para isto! Mas e quando você não acha ninguém na faculdade? Bom, aí é hora de procurar em outros lugares, ou então parar de procurar e esperar ser encontrada. Pessoas comprometidas, seria interessante se vocês falassem onde conheceram seu (sua) namorado (a), adoro ouvir histórias de como as pessoas de conheceram, é sempre legal saber.


Brincadeiras à parte, dá pra perceber que não tem lugar certo para achar um namorado, podemos encontrar um par em qualquer lugar, não existe um certo. A vida é imprevisível, pode acontecer a qualquer momento ou nunca. Se você está solteira há anos (ou desde sempre) como eu, minha amiga, deve ser o destino conspirando contra você, porque não é por causa de lugar, a não ser que você não saia de casa ou não converse com ninguém, o que é bem improvável.

Aí entra outro ponto – a exigência. Nós mulheres costumamos ser muito mais exigentes que os homens, porque é muito mais fácil achar uma mulher interessante (na opinião masculina, é claro) do que um homem interessante. Além disso, existem muito mais mulheres no mundo que homens, e os homens mais bonitos e interessantes ainda viram gays, oh mundo injusto! Mesmo com muitas mulheres indo para o outro lado, ainda existem mais mulheres hetero que homens no mundo. A situação atual é a seguinte: homem interessante hoje em dia ou é frouxo (odeio homem frouxo ¬¬), ou é gay, ou é comprometido. Então o que nós fazemos? Sentamos e choramos? É, às vezes dá vontade. Mas não é possível que não exista um homenzinho sequer para formarmos um par! O problema é que ele está muito bem escondido, está perdido em algum lugar do mundo, ainda pode ser uma criança ou então ainda nem nasceu hoje em dia não tem mais essa de só homem poder namorar mulher mais nova, não, gente!. Então, meninas, acho que a melhor solução é esperar, e deitada, senão as nádegas cansam, porque o bofe está vindo montado numa tartaruga gigante.


Comunicado com uma pitada de revolta:
Outro dia resolvi entrar no perfil de todos os meus seguidores que ainda não conhecia para ver seus respectivos blogs, enfim, para saber quem são. Tá, até aí nada. Até que eu entrei no perfil de um tal Rafael Dessimon, criador do blog Mundo em Peso. Fui vendo os posts, descendo a página, quando me deparei com 2 posts iguais aos meus e sem qualquer referência a mim ou ao meu blog! O cara é tão meu seguidor que até copia meus textos, vejam só! Aliás, um dos posts é este meme que ele copiou TODO (menos essa parte Vi esse meme no blog da Cacá (inclusive algumas respostas estão iguais ou parecidas com as delas, por termos gostos e opiniões parecidas)”, porque ficaria muito na cara) e ainda disse que foi uma tal de Julia quem o respondeu! Olhem o que ele escreveu ao final do post copiado:

* Texto e Edição: Julia Leper (termos, gostos e opiniões própias,então não copia)
Todos os direitos reservados por: Mundo em Peso

É muita cara de pau né, gente! O outro post meu que ele copiou foi este. Este sim está igualzinho sem tirar nem pôr, a não ser pelo título, mas isso é um mero detalhe perto de todo o meu texto plagiado. Olhem como ele copiou exatamente igual! Só colocou a foto de uma garota, que talvez nem saiba que suas fotos estão lá. E reparem bem o que está escrito ao final do post copiado:

Texto: Rafael Dessimon,Carolina Pokorski,Ana Furtado.
Edição Final: Suelen Boeira,Rafael Dessimon.
Foto: Gabriela Ribeiro


A cara de pau humana é uma coisa que me espanta a cada dia que passa, sempre há uma superação no grau da cara de pau. Nunca achei que eu fosse passar por isso - plágio dos meus textos do blog... O espertinho não tem nem os arquivos no blog, para as pessoas plagiadas não acharem posts copiados antigos, claro. De certa forma, esse plágio foi uma espécie de homenagem, pois o meu texto e até o meu meme foram escolhidos dentre tantos outros posts de outros blogs. Mas pera lá né, tem que ter os devidos créditos à autora que vos escreve! Eu fui ao blog dele na hora certa, senão não teria visto que 2 posts meus foram plagiados, se é que ele não copiou outros textos também. Devido a esse ato ridículo do Rafael Dessimon de copiar os meus textos, fui obrigada a me colocar sob licença da Creative Commons aqui no meu blog. Espero que isso não se repita mais, porque se você não sabe escrever, não faça um blog. Ou faça um blog de fotos suas, de suas viagens ou de imagens da internet. Ou então copie textos de autores famosos ou coloque os devidos créditos aos autores amadores dos textos de blogs se quiser copiá-los.


Update

Incrivelmente, achei meu texto plagiado em outro blog - este - que também é do Rafael Dessimon. O cara pegou o mesmo texto e colocou em dois blogs... Meu texto tá ficando famoso, hein!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sobre “O Leitor”

Hoje vi o filme O Leitor no cinema. Quem ainda não viu, eu recomendo, pois é ótimo. A sinopse:

"Na Alemanha pós-2ª Guerra Mundial o adolescente Michael Berg (David Kross) se envolve, por acaso, com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher que tem o dobro de sua idade. Apesar das diferenças de classe, os dois se apaixonam e vivem uma bonita história de amor. Até que um dia Hanna desaparece misteriosamente. Oito anos se passam e Berg, então um interessado estudante de Direito, se surpreende ao reencontrar seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas."



A história é de um garoto de 15 anos (Michael) que se envolve com uma mulher de 30 e poucos anos (Hanna). Ele acaba se apaixonando perdidamente por ela e continua amando-a muitos anos depois. Ela gosta dele, mas acho que não o ama. Um dia ela desaparece sem deixar rastros e satisfação, deixando o garoto muito chateado e inconformado. Anos depois, Michael se torna um estudante de direito e um de seus professores da faculdade o leva com mais alguns colegas para acompanhar um julgamento que, por uma interessante coincidência do destino, é o julgamento de seu amor da adolescência. Durante o processo, Michael percebe que ela não é culpada de algumas das acusações (por um motivo que não vou contar para não perder a graça do filme se vocês forem vê-lo), o que explica muitas coisas sobre o passado dos dois. Além disso, flashs de alguns anos da vida de Michael depois que Hanna desapareceu são mostrados durante todo o filme.


O filme é de leveza e sensibilidade enormes, daqueles que fazem você refletir muito e se lembrar de alguns casos da sua vida. Sabe aquela saudade do que não aconteceu e poderia ter acontecido? Está implícita no filme. O clima de uma relação in(mal)acabada, os sentimentos enraizados, as boas lembranças, as situações inesperadas, as escolhas feitas na vida, a vergonha, a mistura de sentimentos – todos estes elementos estão presentes em O Leitor. Todo mundo já passou, passa e/ou ainda vai passar por tudo isso. Enfim, é um filme com mexe muito com os nossos sentimentos. Vale a pena assistir; e relembrar.

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