quinta-feira, 29 de maio de 2008

Se nada der certo...



Como o subtítulo do meu blog é "Um pouco de tudo, sobre tudo e sobre nada.", agora é a hora de escrever sobre a parte do nada. Bem, não é sobre nada propriamente dito, até porque se estou escrevendo sobre algo não é sobre nada, mas é um assunto um tanto quanto inútil. E como são os assuntos inúteis que nos fazem rir e tornam a vida um pouco mais divertida, é sobre um deles que vou escrever hoje.


Todo mundo que tem orkut já deve ter visto comunidades do tipo “se nada certo, eu viro tal coisa”. Pois é. O post é sobre essas comunidades. Eu sou assumidamente viciada em orkut, não consigo deixar de ser. Logo que criei uma conta, eu era tão viciada que entrava em vários perfis por dia e ficava vendo comunidade por comunidade das pessoas. (Sim o.O) Hoje em dia, o vício amenizou, até porque não tenho mais paciência de ficar vendo todas as comunidades da galera e tem uma hora que nem tem mais o que fazer pelo orkut. Mesmo assim, ainda há um certo vício. Adoro ver todo tipo de foto de todos os tipos de pessoas, por exemplo. Mas deixa isso pra lá que orkut é assunto pra outro post.
Voltando ao assunto... como sou viciada em orkut, adoro ficar vendo comunidade por aí, entrando nas relacionadas e tal... acho que, de certa forma, essas “se nada certo, eu viro tal coisa” são interessantes, porque mesmo sendo uma brincadeira de internet, há um fundo de verdade nelas. Por isso, resolvi fazer uma, digamos, análise de algumas delas que me chamaram mais atenção. Caso alguém se sinta ofendido com alguma coisa que eu escrevi, se desofenda, por favor, porque é apenas uma simples brincadeira irônica de internet, ok?



"Se nada der certo, eu viro...":
Hippie – Pra que você, uma pessoa limpa (eu espero) vai querer virar um hippie sujo? Hippies são quase mendigos, fedem, só fumam maconha e vendem artesanatos. Melhor ficar do jeito que está.
Puta/Gigolô –V ocê vai ganhar - pouco - dinheiro fazendo algo que gosta, só não vai poder escolher o (a) cliente. Se quiser ganhar bem, seja uma puta/gigolô de luxo. Terão muitos (as) velhos (as) tarados (as) interessados (as) nos seus serviços especiais.
Freira – Não é uma boa. Freiras fazem votos de pobreza e de castidade (apesar de nem todas honrarem este voto) e nunca sobem na vida.
GoGo Boy/Stripper – Pode ser uma boa. Você só vai terá que dançar e tirar a roupa. Se der sorte, poderá pegar muita gente, não necessariamente bonita, mas pagando bem, vai de cada um...
Mano/Mina – Não tem compromissos, não tem vínculos... pra quem gosta de se fazer de mau e pagar de malandro, está ótimo.
Cafetão– Explorar prostitutas rende dinheiro e você ainda dá uns pegas em algumas delas de vez em quando de graça.
Pirata – Piratas bebem o dia inteiro, cantam, furtam objetos, não têm compromisso com nada e são traiçoeiros. É, até que pode ser divertido.
Junkie – Boa opção para os suicidas que gostam de se drogar até ter uma overdose.
Cigano/a – Ciganos ganham dinheiro lendo mãos, jogando pedras e tarô, dizem ver o destino, dançam muito e seus casamentos são os mais animados que existem. Parece divertido.
Drag – Drags se divertem, cantam, dançam, fazem shows, não precisam acordar cedo, são animadas e riem de tudo, até da própria desgraça. Monótono que não vai ser!
Funkeira – Não precisa nem saber cantar. É só inventar uma letra de duplo (ou triplo) sentido ou pornô (proibidão) que você fará sucesso e pegará muita gente – não necessariamente bonita, mas pegará.
Emo – Emos são deprimidos e ouvem músicas depressivas, o que é ótimo para a sua maré de azar. Além disso, eles ainda têm uma franjinha linda que esconde a cara pra ninguém vê-los chorar. (nada contra emos, acho até o estilo de se vestir legal)
Poeta – Até que é uma boa opção, mas só pra quem tem talento.
Groupie – Groupies são promíscuos, ouvem hard rock, conhecem muitas bandas, bebem e se drogam muito. Pra quem quer uma vida bem agitada ao som de rock'n'roll!
Camelô – Acho que não vale a pena. Você vai trabalhar feito um cão sob o sol e chuva de cada dia, e ainda se esforçar muito pra ganhar muito pouco.
Mendigo – Se você for um mendigo sociável, não gostar de banho e não se importar de ficar sem comer por muito tempo, pode se dar bem no ramo mendicante.
DJ – DJ’s são legais. Se souberem tocar as músicas certas em ambientes apropriados para as mesmas, conseguem animar todo um lugar. Além disso, ouvem músicas que eles mesmos escolheram todo dia, dançam e ainda ganham para isso.
Esposa – Esposa? Só se for de um marido rico... porque ser uma esposa Amélia que cuida dos filhos em pleno século XXI definitivamente não dá!
Pastor – Você pode virar mais um Edir Macedo e fazer uma fortuna incrível tirando dinheiro dos pobres fiéis. Ou então levar a sério e virar religioso de verdade.
Gay/Lésbica – Só pra quem já desistiu MESMO do sexo oposto, ou pra quem nunca curtiu muito a fruta oposta e sempre preferiu a fruta proibida.
Matador – Matadores são pagos pra matar, algo que lhes agrada muito e que fazem com muita facilidade. Podem um dia ser pegos pela polícia, mas isso é um mero detalhe.
Bêbado – Tem muita gente que é bêbada e tem uma vida ótima. Assim sendo, essa opção é quase anulada, porque quase todo mundo hoje em dia é bêbado pra chamar atenção de forma ridícula.
Beber é uma coisa, dar vexame e 'chamar o Raoul' em público por causa disso é outra bem diferente.
Fake – Fakes criam uma nova vida não-identificada e não se preocupam com nada, afinal ninguém sabe quem são de verdade. Uma boa pedida para os mais tímidos ou para os sacanas que querem aprontar sem aparecer.
Crente – Você pode ser como a Creusa da novela 'América'.
Palhaço/Mímico – Fazem os outros rirem com suas palhaçadas e são queridos por crianças e adultos com cérebro limitado. (desculpa se eu ofendi alguém, mas eu acho palhaço a coisa mais retardada do mundo, não sei como alguém consegue rir assistindo um “show” deles e sempre os odiei desde criança. Mas mímico até que é legal se não for muito palhaço.)

É isso aí. Agora é só escolher uma opção e usar em caso de coma emocional.

domingo, 25 de maio de 2008

Atitudes falam mais do que palavras




Uma frase que todo mundo já está cansado de ouvir, mas que muitos ainda não entenderam o seu significado.

Decidi escrever sobre esse assunto aqui depois que li a notícia abaixo ontem no site da BOL:

Ex-namorado forja seqüestro relâmpago para reatar namoro
O mecânico Marcyus Vinícius Oliveira Araújo forjou na noite da última sexta-feira (23) um seqüestro relâmpago na Ceilândia, em Brasília, para tentar reatar com a ex-namorada. Segundo a PM (Polícia Militar), o casal foi surpreendido por quatro homens enquanto sacavam dinheiro em uma agência bancária.



De acordo com a PM, os supostos bandidos obrigaram os dois a entrarem no carro de Araújo e permanecerem com a cabeça baixa. Quando os falsos seqüestradores iniciaram uma série de insultos, o ex-namorado passou a defender a garota. Em represália, os bandidos o espancaram.

Os criminosos deixaram o carro atrás da academia da Policia Civil. O casal caminhou até um posto de gasolina, onde chamaram a PM. Em pouco tempo, a policia conseguiu prender os quatro homens, que confessaram o seqüestro forjado pelo ex-namorado.


Os falsos seqüestradores --que usavam armas de brinquedo-- e o ex-namorado foram presos. Se condenados, os cinco podem pegar de um a seis meses de cadeia por falsa comunicação de crime.

Agora alguém me explica: como um indivíduo que diz te amar e ser louco por você pode fazer uma barbaridade dessas?! Louco ele é, claro, mas não por você, e sim, devido ao seu desequilíbrio mental. Mesmo que não planeje um seqüestro, muita gente faz coisas doentes para reatar namoro.

Aposto que cada um de vocês que está lendo meu blog nesse momento já ficou sabendo de alguns casos de loucuras de suposto “amor”. Cada um que eu tomo conhecimento, fico mais boquiaberta. Eu REALMENTE não consigo entender como as pessoas têm capacidade de fazer esse tipo de coisa com outra e ainda ter a cara de pau de dizer que foi por amor! Mais ainda, não consigo entender quem acredita, principalmente se esta pessoa for uma ‘vítima’ das loucuras. Eu juro que eu já tentei, mas não consigo entender de jeito nenhum. As únicas explicações para isso, pra mim, são sérios problemas psicológicos e/ou psiquiátricos e obsessão doentia. Mas amor, com toda certeza, não é de jeito nenhum. Quem ama de verdade, trata o outro de maneiras bem diferentes.

Outra situação que não entendo são as pessoas que usam o amor como desculpa para tudo. O (A) amado (a) pode pisar na bola, sacanear, maltratar xingar, tirar toda a liberdade, faltar com respeito, trair e até mesmo bater, quantas vezes forem que, mesmo assim, a pessoa continua mantendo essa relação altamente estranha com ela. Gente, o amor não é tudo! Uma relação saudável não se baseia só em amor. Se fosse fácil assim, muitos casais ainda estariam juntos. Além do amor, é necessário respeito, afinidade, carinho, lealdade, consideração, amizade, companheirismo, cumplicidade, entre muitas outras coisas. Tudo isto mútuo, porque se não for mútuo, não tem como haver uma relação saudável, e não existe amor que mude o quadro. Ou melhor, o amor é apenas o resultado da soma de cada um desses elementos, e não o contrário.

Uma coisa é certa: essas pessoas estão dependentes da outra, e essa dependência as faz pensar que a amam, mesmo que não haja mais amor, apenas dependência emocional em relação ao outro. Pode-se chamar tal dependência de costume ou vício: a pessoa está tão acostumada a estar com a outra que não consegue mais ter vida própria, em alguns casos extremos nem pensar mais sozinha. Nisso, a pessoa vai se diminuindo cada vez mais sem perceber. Parece até que gostam de sofrer, que não conseguem mais viver sem o sofrimento causado pelo seu vício de amar quem te faz sofrer. Amar é sofrer, sim, mas não sofrer, pois quando está neste nível já virou doença. Numa relação os bons momentos têm que superar os maus para ser equilibrada.




[ Por causa de todos esses fatos, foi criado o MADA, lembram? Mulheres Que Amam Demais. Um grupo de ajuda tipo AA para mulheres que sofrem do mal do amor obsessivo que vira doença. ]


Resumindo: ouvir “eu te amo” é muito bom, eu sei, mas só dizê-lo não adianta nada se as atitudes demonstrarem algo completamente diferente. É preferível ouvir um “eu te adoro” ou “eu gosto de você”, ou até não ouvir nada, e se sentir amado (a) por meio de atitudes verdadeiras do que ouvir um “eu te amo” e ser tratado com desprezo ou mal-tratado (a).

É como já dizem há tempos por aí: antes só do que mal acompanhado (a).

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Meio a Meio


Não sou uma pessoa boazinha, admito. Porém, também não sou má pessoa. Sou como o Yin Yang: no lado bom, um pingo de maldade e no lado ruim, um pingo de bondade. A grande maioria das pessoas é assim (digo grande maioria porque algumas me deixam em dúvida). Algumas deixam aflorar em si seu melhor lado; outras, o pior.
Acho que meu lado bom é maior que o pior, é só ninguém ativá-lo que fica tudo bem. Eu sou muito na minha, não gosto de perturbar ninguém e não gosto de ser perturbada.

Excesso de efusividade e intimidade com desconhecidos (por parte deles, claro) me irritam. A princípio, pareço uma pessoa quietinha, santinha, calma e tímida. Ta, tímida eu sou um pouco, mas só no início. Quietinha eu sou em algumas situações que me exigem ser assim. Calma meu ascendente em áries não me permite ser. Sou estressada e meio impaciente com certas coisas. E santinha, bem... só pensam isso de mim até me conhecer direito. Tenho cá pra mim, que só uns 2% da população mundial é santinha de verdade, mas deixa pra lá.

Falando francamente:

Não suporto barracos! Acho ridículo ficar discutindo, brigando e fazendo cena no meio da rua, em meio a um monte de gente. Quando alguém vem querer armar um barraco comigo, eu nem me dou ao trabalho de responder, deixo a pessoa falando sozinha; isso a deixa super irritada e com raiva por eu a estar ignorando. Já aconteceu comigo em uma festa “setembrina” (a festa junina que foi em setembro) do meu colégio quando estava no 2º ano. Eu estava quieta na minha conversando com minha amiga - que por um péssimo acaso do destino, também é amiga da criatura barraqueira – quando chegou a 'coisa'. Ela sabia que eu não gosto dela e achava falsa, e acho que era recíproco. Então ela veio tirar satisfação do porquê eu não gostava dela e achava falsa. Nem me dei ao trabalho de virar pra bater boca. E ela foi ficando cada vez mais irritada, claro, e dizendo que ia me bater hahaha. Quem não tem resposta, geralmente quer partir ‘pro braço’. Onde já se viu eu armar barraco no final da festa setembrina do meu colégio? Não tem cabimento né. Até porque roupa suja se lava em casa, ou então se deixa suja e joga na cabeça da pessoa que te encheu o saco.

Traição é outra coisa que eu não suporto, de qualquer espécie. Tem casos que não dá nem pra olhar pra cara da pessoa depois da descoberta da traição. Então, antes de trair, termine tudo o que você tiver que terminar e, depois, faça a sua vontade. É a melhor coisa a se fazer, na minha opinião. Eu não acho isso bonito, mas sou meio rancorosa e vingativa, não consigo perdoar facilmente as pessoas, ainda mais se tiverem ‘pisado muito no meu calo’. Sacanear alguém é algo que só faço quando me dão um bom motivo, geralmente é para ‘dar o troco’, porque, como já disse anteriormente, sou muito na minha. Mas não admito que fiquem de sacanagem com a minha cara nem que venham cm grosserias a troco de nada! Esse é meu lado ‘malvadinho’.

Por outro lado, minha parte boa, é muito boa. Quando eu gosto mesmo de alguém, sou muito sincera e faço de tudo para manter uma boa relação. Modéstia à parte, sou uma ótima amiga, e digo isso com orgulho. Tenho lá meus defeitos, como todo mundo, mas isso não muda o fato. Estou sempre pronta a ajudar no que estiver ao meu alcance; sou confidente, quase uma psicóloga das minhas amigas, guardo todos os segredos a 7 chaves; dou conselhos quando pedidos, dou apoio (algumas vezes até quando não concordo com o que ela está fazendo), ajudo a levantar o astral, faço rir, estou junto nos bons e maus momentos. Pra mim, amizade verdadeira é a coisa mais importante na vida de um ser humano. Uns dizem que é o amor. Mas o que é a amizade senão uma variação do amor? Sem um verdadeiro amor, somos metade. Mas sem amigos, nada somos. Quando você briga ou termina com um (a) ficante/namorado (a)/marido (esposa), uma das primeiras coisas que você faz – depois de chorar, lógico - é procurar um ombro amigo para desabafar, senão a primeira coisa. Amores vão e vêm, os amigos de verdade ficam.

Comecei a escrever este post com a intenção de falar sobre como é bom fazer bem aos outros e acabei fugindo do assunto. Então vamos ao que mais interessa:

Não sei quanto a vocês, mas quando faço algo correto me sinto mais leve. Ao fazer bem a uma pessoa não é diferente. Até porque fazer o bem é algo correto. Quando vejo que consegui realmente ajudar alguém, sinto uma enorme satisfação. Não falo de ajudas simples do dia-a-dia, como pegar algo aqui e levar pra alguém ali, limpar um sapato pro seu irmão ou lavar a louça. Falo de fazer bem ao interior de uma pessoa, como aumentar a sua auto-estima, ajudá-la a conseguir algo importante em sua vida, fazê-la ser mais feliz. Pode até soar falso, mas garanto que de minha parte não o é.


O sorriso e a felicidade provocada no outro, tido como recompensa por você fazer o bem, não tem preço.

domingo, 18 de maio de 2008

Tentativa Poética

Não sou poetisa e nunca tive muito talento nem criatividade para escrever poemas, mas me deu vontade de escrever um, aí me arrisquei e escrevi este. Agora aí está ele sendo postado para ser lido e apreciado (?) por todos vocês. Levando isso tudo em consideração, estou aberta a todas as opiniões - sem agressões escritas, por favor.


Eu Por Mim

Sou feita de luz, de calor
De desejo e ardor
Sou feita de brilho e opacidade
De estresse e ansiedade

Sou feita de paixões, de desilusões
De choros e sorrisos
De dores, de amores
E, ainda mais, desamores

Sou feita de alegrias, de tristezas
De desistências, de perseverança
E de alguma esperança

Sou feita de música, de dança
De arte, de momentos de felicidade
E de uma certa dose de vaidade

Sou feita de terra, de água, de ar
E de uma vontade imensa de,
Ao ser correspondida, amar

Sou feita de fome, de frio
De medos, inseguranças e brio
Sou parte maldade, parte bondade

Sou feita de cores, odores
De gestos, de olhares
De gostos e sensações

Sou parte burrice, parte inteligência
Feita de ingenuidade e de malícia
Sou aquela que dificilmente resiste a uma delícia

Sou feita de sangue, de matéria
De alma e sentimentos
Sou ser humano, sou mulher.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A maldita química


É indiscutível que contra a química não há argumento. É ela que te faz cair em tentação com aquela pessoa que você não deveria; e quando se mistura ao sentimento, aí que acontece um boom dentro de você. Dá um nó quase desatável na sua cabeça.

Um lado te diz para você resistir, que ele (a) não vale a pena, que já te fez sofrer muitas vezes, que só quer te usar porque sabe que você gosta dele (a) e que vocês têm uma química incrível, que aquela pegação momentânea não vai passar disso e que você, mais uma vez, vai se iludir e sofrer.

Mas e o outro lado? Esse maldito lembra tudo o que você gosta nele (a), toda a combustão que a química entre vocês causa e o sentimento – que outrora você pensou que não era mais capaz de fazer essa sacanagem com você - que você sente por ele (a); e, pra piorar, você tem certeza de que vocês dois dariam certo juntos. O nó aumenta cada vez mais na sua cabeça, assim como a adrenalina no seu sangue e as batidas fortes no seu coração. É nesse momento que você desiste de resistir e se entrega ao desejo do ‘ser’ que não te merece. Após tudo isso, você fica esperando algo mais, porque afinal, aqueles momentos foram maravilhosos para ambos, você sente isto.

Na pior das hipóteses, ouvem-se algumas promessas, que por sinal nunca são cumpridas, ficam te enrolando. Na melhor hipótese, o jogo é aberto e a verdade é dita - que você foi apenas usado (a) mais uma vez. Você sofre, mas é menos pior que ser enganado (a) pra depois sofrer ainda mais e ficar sem entender nada com cara de bunda, além de chorando por alguém que não merecia as suas lágrimas. Eu, particularmente, prefiro que se fale sempre a verdade ao ficar naquela enrolação insuportável que cria expectativas. É melhor quebrar logo de uma vez os cristais ilusórios que ainda estão dentro de você.

No fundo, você sabia que isso ia acontecer, mas a sua pequena esperança – um dos piores sentimentos do mundo, que SEMPRE, por mais que não se queira, te faz esperar coisas que jamais acontecerão – te fez pensar que, dessa vez, poderia dar certo, que não aconteceria o mesmo que das outras vezes e que te fez acreditar que algo nele (a) tinha mudado. Santa burrice e cegueira desgraçada!

Aí você se pergunta “por que ele (a) não me quer se temos toda essa química e nos damos tão bem?”, mas pensa melhor e chega à conclusão de que prefere não saber a resposta, pois pode ser deveras humilhante e devastador ouvi-la.

Depois, arrependido (a), você pensa “isso não teria acontecido se não tivéssemos toda essa química, seria bem mais fácil”. Pois é, mas aconteceu, e da forma mais difícil. Culpa da maldita química.

E agora de nada adianta chorar sobre a auto-estima derramada. Só lhe resta, de novo, superar.

domingo, 11 de maio de 2008

Em homenagem ao Dia das Mães



Falar da mãe, por um lado, é fácil, porque você a conhece desde antes de nascer, sabe praticamente tudo sobre ela, sabe o que falar sobre ela, pois os sentimentos não mudam tanto em relação a ela ao longo do tempo. Por outro, é difícil, visto que tudo o que se fala sobre ela já é clichê. Mas sendo clichê ou não, ser verdadeiro é o que vale.

O Dia das Mães, mesmo sendo uma merda data comercial, faz as pessoas pensarem mais em suas mães e na sua relação, e darem mais valor a elas. Comigo não poderia ser diferente. Eu penso em muito nisso, mas esse dia se torna realmente especial.

A minha mãe é a pessoa mais importante do mundo pra mim, e sempre será. Sempre fomos muito amigas e cúmplices; apoiamos uma à outra, trocamos conselhos, damos broncas quando necessário, aprendemos muito juntas, mutuamente. Temos problemas, sim, como em toda relação, mas eles não chegam nem perto de superar a nossa ótima relação de amor de mãe e filha. Em todas as nossas poucas brigas realmente ‘feias’, eu ficava com raiva dela num instante e no outro, já estávamos fazendo as pazes, conversando de novo numa boa. Eu não consigo ficar com raiva dela muito tempo, sempre passa logo. Não sei o que eu faria se não a tivesse na minha vida, nem se ela não fosse a minha mãe, do jeitinho que ela é, com todos os defeitos e todas as qualidades.
Eu não sou uma pessoa de muita sorte, mas só de ter a Ligia como minha mãe, já tenho muito mais sorte que muita gente por aí. Desde sempre, ela tanta fazer e dar o melhor pra mim, e se esforça até mais do que pode para isso. Já abriu mão de muitas coisas por minha causa. Sei que todas as vezes que ela errou comigo não foi por mal, foi com a melhor das intenções. Hoje em dia, consigo entender muitas atitudes dela que não entendia quando eu era mais nova, mesmo não sendo mãe também. Além de uma mãe maravilhosa, ela é uma profissional e uma pessoa maravilhosa – e linda, a mais paciente, correta e de bom coração que conheço, e ainda tem a mente aberta. Quem não gosta dela é porque tem sérios problemas. Muitas crianças e adolescentes tinham/têm vergonha de suas mães, mas eu não. Sempre me orgulhei muito dela.
Talvez eu nunca tenha falado isso tudo pra ela, mas eu sei que ela sabe e sente o quanto é importante pra mim.

Só me resta terminar este post com a frase mais dita nesse dia:

MÃE, TE AMO MUITO, MAIS QUE TUDO! ♥

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Sobre Inimigos


"É triste não ter Amigos?
Ainda mais triste é não ter Inimigos,
Porque, quem não nem inimigos,
É sinal de que não tem:
Nem talento que faça sombra,
Nem caráter que impressione,
Nem coragem para que o temam,
Nem honra contra a qual murmurem,
Nem bens que lhe cobicem,
Nem coisa alguma que invejem..."
(Voltaire)

Não é que Voltaire tem razão? O que seria de nossas vidas se só tivéssemos amigos, se não tivéssemos os inimigos? Está certo que muitas vezes pensamos ter amigos quando temos, sim, inimigos. Chama-se isto de máscara, e uma hora ela cai, sempre. Mais dia menos dia, a farsa acaba. Quando isso acontece, a gente cresce. Essa é a única vantagem do sofrimento – o crescimento pessoal.

Como tudo na vida tem seu lado bom, os inimigos não poderiam ficar de fora. Eles querem ver o nosso mal, a nossa derrota, a nossa perda, o nosso desespero. E isso, pelo menos pra mim, faz ter mais vontade de vencer, seja no que for, para superá-los e fazê-los ver que eu somos muito melhores do que eles pensam – e do que eles também. Sem querer, eles nos ajudam muito depois de atrapalhar um pouco. Mas só descobrimos isso depois de certa etapa do de amadurecimento – cada um com seu tempo.

Dessa “batalha”, vem outro aprendizado: a maldade humana. A cada inimigo que cruza o seu caminho, você aprende um pouco mais sobre essa ‘arte’, se assim se pode se dizer, e aprende como utilizá-la a seu favor. Não estou dizendo que todas as pessoas são más (embora com um bom incentivo possam se tornar), só que todos têm um lado ruim, uns mais que os outros; e são estes que devemos ter mais cuidado e aprender a lidar com sutileza e requinte, mas sem nos igualarmos. Afinal, pra que travar uma batalha pra terminar igual ao inimigo? É preciso superá-lo e superar, também, a si mesmo.

Analisando detalhadamente a citação de Voltaire:
“...É sinal de que não tem:
1. Nem talento que faça sombra – todos nascem com algum talento, nem que seja para empilhar latinhas; e SEMPRE tem alguém pra invejar.
2. Nem caráter que impressione – caráter é uma coisa particular, cada um com o seu. Alguns ficam impressionados com o caráter alheio. Gostariam de ser tão bons ou maus, tão humanitários ou frios como outrem. E ficar impressionado, leva à inveja, talvez não no seu nível avançado, mas sim o que chamam por aí de “inveja saudável”.
3. Nem coragem para que o temam – quando se tem coragem, é mais fácil ser temido, pois sabem que você não tem medo de quase nada. E a falta de coragem leva, mais uma vez, à inveja.
4. Nem honra contra a qual murmurem – honra, algo que realmente causa muita inveja. Quem não gostaria de ter a honra maior?

5. Nem bens que lhe cobicem – algo é indiscutível de que isso causa inveja. As pessoas almejam mais e mais bens materiais para preencher seus vácuos interiores; e como já diziam nossos tataravôs: “o do vizinho é sempre melhor”. Isso é mais uma prova de que ninguém nunca está satisfeito com o que tem, por mais que diga. Aliás, quem fala demais que está satisfeito e é muito feliz, é porque não é nada disso e gostaria de ser, mas não consegue. Então fingem ser para os outros pensarem que é verdade (e invejá-las) e para ver se conseguem ser de verdade.
6. Nem coisa alguma que invejem..." – o próprio filósofo já resumiu em seu último verso tudo o que eu falei acima . Tudo isso leva à inveja. Portanto, o inimigo nada mais é do que alguém que lhe inveja de alguma forma - mesmo sem perceber- , seja ela a mais boba possível.

Todos nascem com malícia e maldade dentro de si. Cabe a cada desenvolvê-la – ou não, controlá-la e escolher para que vai usá-la. Amizades continuam sendo importantes, e sempre serão, claro, até porque elas nos apóiam e nos tornam mais fortes para enfrentar nossos inimigos humanos e internos, além de deixar nossa vida mais alegre por sua companhia. Como se diz por aí "amigo é a família que a gente escolhe".

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Signos Way of Life


Quem me conhece, sabe que eu adoro e acredito muito em Astrologia e que faço análises psicológicas das pessoas pautada, também, em seus signos. E o pior (ou melhor) é que praticamente sempre dá certo.

Há quem não acredite em Astrologia, que só sabe seu próprio signo porque a mãe lhe falou, não sabe para que serve e acha bobagem. Porém, como tais indivíduos incrédulos explicam a compatibilidade de informações sobre os signos astrológicos com as pessoas ‘portadoras’ deles? Na verdade, não explicam, apenas dizem que é pura coincidência por não saberem explicar. Santa ingenuidade.

Provavelmente, todos já entraram pelo menos uma vez em um site de Astrologia, nem que fosse por simples curiosidade. Algumas pessoas entram todos os dias, ou quase, outras de vez em quando e outras, ainda, uma vez a cada 6 meses procurando uma resposta boa para alguma área da sua vida quando estão sem esperança, mesmo não acreditando muito. Mas a questão é: nem todos são confiáveis. Aliás, a maioria não é, pois escrevem qualquer coisa só para deixar seus visitantes felizes ao ler coisas boas sobre o que procura sobre signos. Até os livros entram nessa enganação.

Um fato interessante que me chama atenção é aquela parte do beijo dos signos. Pela minha ‘experiência lingüística’, posso dizer que é tudo verdade, pelo menos dos signos que eu já ‘experimentei’, alguns até comprovados mais de uma vez. Outras partes, comprovadas por mim ou por observação de conhecidos, que estão quase sempre certas são como cada signo age no amor, no trabalho e perante a vida, isto é, seus maiores defeitos e qualidades e problemas psicológicos. Só não estão 100% certas porque existem fatores como o signo ascendente, a lua, etc. que influenciam no signo, o que faz com que cada pessoa destoe um pouco de seu próprio signo em algumas ou muitas ações, e é isso o que torna cada pessoa única.

Uma parte da Astrologia que eu acho bastante contraditória, por experiência própria e também por observações alheias, são as combinações astrais, ou seja, as relações entre os signos. No meu caso, como aquariana, tanto no amor quanto na amizade, tenho sérios problemas com piscianos e escorpianos, em todos os sentidos, e troco farpas com leoninos e taurinos. Com cancerianos e geminianos, a relação é meio oscilante (costumam dar certo só na amizade); lido bem com virginianos e librianos, e me dou bem com sagitarianos e outros aquarianos. Já com arianos e capricornianos me dou até bem demais! Só que cada lugar que eu olho, diz uma coisa diferente do que a minha própria experiência comprovou. Já vi até dizendo que me dou bem com piscianos, o maior absurdo que já vi! Nesse caso das combinações, cabe a cada um descobrir sozinho com que signos se afina ou não, mas dar uma olhadinha nos sites não mata ninguém.

Por fim, eu acredito muito em Astrologia e (bem) provavelmente nunca vou deixar de acreditar. Para quem não acredita: faça seu mapa astral, é incrível como tudo tem a ver com você, parece você escrito!
Vai dizer que é coincidência também, vai?

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Início


A moda dos blogs voltou e eu, como sempre adorei blogs, resolvi criar um depois de alguns anos sem utilizar o meu antigo blog pré-adolescente. Não sou nenhum grande gênio da escrita, mas uma súbita vontade de escrever chegou até mim, então textos ainda virão.
Sem mais, por enquanto.

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